VÍTIMAS DA DENGUE: TAUBATÉ CHEGA A 3 MORTES CONFIRMADAS E INVESTIGA MAIS 6 ÓBITOS SUSPEITOS
Taubaté vive um dos momentos mais preocupantes da dengue em 2026. A cidade lidera os números da doença na região, com três mortes confirmadas, seis óbitos em investigação e 2.193 casos positivos, segundo dados do governo estadual. Em meio ao avanço da epidemia, histórias de famílias enlutadas começam a revelar o lado mais doloroso dos números.
Entre as vítimas confirmadas está a adolescente Gabriella Caroline Custódio, de 13 anos, moradora do Residencial Estoril. Ela morreu no dia 8 de abril, após passar mal e procurar atendimento no serviço municipal de saúde desde o começo daquele mês. A confirmação de que a morte foi causada pela dengue veio após exames laboratoriais, divulgados em 30 de abril. A perda da adolescente comoveu a cidade e provocou manifestações de dor nas redes sociais. “Minha irmã não era só mais um número”, escreveu Larissa, irmã de Gabriella, em um relato emocionado.
Antes de Gabriella, Taubaté já havia confirmado a morte de um homem de 80 anos, morador do Jardim Gurilândia. Ele morreu em 5 de abril, e o óbito foi confirmado oficialmente no dia 23 do mesmo mês. Na terça-feira, dia 19, a Prefeitura confirmou a terceira morte pela doença no município. A vítima é um homem de 54 anos, também morador do Residencial Estoril, bairro que agora aparece ligado a duas das três mortes confirmadas por dengue na cidade.
Além dos óbitos já confirmados, Taubaté ainda investiga seis mortes suspeitas pela doença. Entre os casos que aguardam confirmação laboratorial estão perdas que também causaram forte comoção. Uma delas é a de Kaliene Aparecida Scarpa da Silva, de 21 anos, moradora do Parque Três Marias, que morreu com suspeita de dengue hemorrágica. A jovem foi descrita pela família como “doce, alegre e cheia de vida”, e o caso segue em apuração pela Prefeitura.
Outra morte em investigação é a de Renata Moraes Xavier Oliveira, de 41 anos, que morreu em Taubaté na noite de terça-feira, dia 19. A suspeita é de que o óbito tenha sido provocado pelo vírus da dengue, mas ainda não há confirmação oficial. Renata era filha do ex-jogador Reinaldo Xavier, que marcou época no futebol com passagens por Taubaté, Palmeiras, Atlético Mineiro e Juventus nos anos 1980. Conhecida pela alegria, carisma e dedicação à família, ela recebeu homenagens de amigos, familiares e admiradores nas redes sociais.
Segundo comunicado divulgado pela família, o velório de Renata teve início às 3h desta quarta-feira, dia 20, na Capela 3 do Velório e Crematório São Benedito, na Rua Emílio Winther, no Centro de Taubaté. A morte dela gerou uma onda de solidariedade aos pais, filhos, marido, irmã e demais parentes.
No Vale do Paraíba, o cenário também preocupa. A região chegou a sete mortes confirmadas por dengue desde o começo do ano. Os óbitos foram registrados em Taubaté, com três mortes; Jacareí, com duas; São José dos Campos, com uma; e Tremembé, também com uma. O número de mortes suspeitas passou de sete para 14, ainda aguardando exames para confirmação.
O total de casos confirmados de dengue na região chegou a 6.551, com outros 2.675 casos em investigação. Jacareí confirmou duas mortes pela doença: a primeira, de um homem de 63 anos com doenças preexistentes, morreu em 27 de janeiro e teve o óbito confirmado em 4 de fevereiro; a segunda, de um homem de 73 anos com comorbidades, morreu em 27 de março e teve a confirmação em 7 de abril. A cidade soma 2.074 casos confirmados.
São José dos Campos registra uma morte por dengue, de um paciente entre 65 e 79 anos, confirmada em 19 de março. O município ainda tem três mortes suspeitas e contabiliza 732 casos da doença. Tremembé tem uma morte confirmada, de um paciente acima de 80 anos, além de 504 casos positivos.
Em Taubaté, os dados colocam a cidade no centro do alerta regional. São três vidas perdidas oficialmente pela dengue, seis mortes ainda sob investigação e mais de dois mil casos confirmados em um ano marcado por luto, suspeitas e preocupação crescente com o avanço da doença.

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