FRANCISCO CAMPOS LEVA SÃO LOURENÇO AO TOPO DO MUNDO AO CONQUISTAR O MONTE EVEREST
O nome de São Lourenço, no Sul de Minas, chegou ao ponto mais alto do planeta. O morador Francisco Campos, de 38 anos, escreveu um capítulo marcante para o alpinismo brasileiro ao alcançar o cume do Monte Everest, a montanha mais alta do mundo, localizada na Cordilheira do Himalaia. A conquista aconteceu na madrugada de segunda-feira, dia 18 de maio, pela face sul da montanha, uma das rotas mais tradicionais e exigentes para quem tenta chegar ao topo do mundo.
Francisco chegou ao cume ao lado do brasileiro Murilo Vargas. De acordo com publicações especializadas em montanhismo, os dois foram os primeiros brasileiros a alcançar o topo do Everest na temporada 2026, aproveitando uma janela climática favorável em meio a uma das primeiras grandes ondas de ataque ao cume. Segundo a Go Outside, mais de 100 alpinistas chegaram ao topo durante esse período, conforme informações atribuídas ao Departamento de Turismo do Nepal.
O feito coloca Francisco em um grupo restrito de brasileiros que conseguiram vencer uma das montanhas mais desafiadoras do planeta. A chegada ao Everest não representa apenas uma vitória pessoal, mas também um marco para São Lourenço, cidade conhecida por sua tradição turística e pelas águas minerais, que agora passa a ter um morador entre os alpinistas brasileiros que alcançaram o chamado “teto do mundo”.
A expedição exigiu meses de preparação, disciplina e resistência. Escalar o Everest significa enfrentar um ambiente de altitude extrema, temperaturas muito baixas, ventos fortes, baixa quantidade de oxigênio e longos períodos de adaptação do corpo. Antes do ataque final ao cume, os alpinistas passam por etapas de aclimatação, deslocamentos entre campos de altitude e espera por uma janela de tempo considerada segura para a subida.
O portal AltaMontanha também confirmou que Francisco Campos e Murilo Vargas chegaram ao cume em 18 de maio, destacando que eles foram os dois primeiros brasileiros no topo do Everest nesta temporada. A publicação informou ainda que outros brasileiros estavam no Campo 3, a cerca de 7.100 metros de altitude, preparando novas tentativas de cume nos dias seguintes.
A rota pela face sul, utilizada por Francisco, é uma das mais conhecidas do Everest, mas também uma das mais exigentes. O caminho envolve travessias em gelo, trechos de altitude elevada, exposição ao frio intenso e passagem por áreas onde o corpo humano trabalha no limite. Mesmo com estrutura de expedição, equipamentos adequados e apoio especializado, a montanha exige preparo físico, controle emocional e capacidade de tomar decisões rápidas em condições adversas.
A conquista aconteceu em uma temporada movimentada no Himalaia. Além dos brasileiros, o Everest também registrou feitos históricos de grandes nomes do montanhismo internacional, como Kami Rita Sherpa, que ampliou seu próprio recorde mundial ao completar a 32ª ascensão ao Everest, e Lhakpa Sherpa, reconhecida como a mulher com mais ascensões à montanha, chegando ao cume pela 11ª vez.
Para Francisco Campos, alcançar o topo do Everest representa o resultado de uma jornada construída com preparação, esforço e coragem. Para São Lourenço, significa ver um de seus moradores levar o nome da cidade ao ponto mais alto da Terra. A imagem simbólica é forte: um homem do Sul de Minas, partindo de uma cidade marcada pelas montanhas e pelo turismo, cruzando continentes para encarar o maior desafio do alpinismo mundial.
Francisco agora passa a integrar a lista de brasileiros que conseguiram superar os 8.849 metros do Everest, uma conquista rara e reconhecida internacionalmente. No montanhismo, chegar ao cume é resultado de planejamento, resistência e respeito absoluto à montanha. No caso do morador de São Lourenço, o feito também carrega o orgulho de uma cidade que viu seu nome ser levado ao topo do mundo.


