“VOCÊ SE FOI CEDO DEMAIS”: A DESPEDIDA EMOCIONANTE AO ENFERMEIRO DIEGO COMOVE SÃO JOSÉ E JACAREÍ
A morte do enfermeiro Diego Augusto da Silva Carneiro, de 39 anos, abriu um vazio difícil de explicar entre familiares, amigos, colegas de profissão e todos que conviveram com ele. Encontrado morto dentro do Hospital São Francisco de Assis, em Jacareí, onde trabalhava, Diego foi sepultado na manhã de terça-feira, dia 19, em São José dos Campos, em uma despedida marcada por dor, comoção e mensagens emocionadas nas redes sociais.
O velório foi realizado no Velório Municipal Paraíso, e o sepultamento aconteceu no Cemitério Municipal Colônia Paraíso. A notícia da morte do enfermeiro, confirmada um dia antes, se espalhou rapidamente pelo Vale do Paraíba e provocou uma onda de homenagens. Entre as manifestações, uma das mais fortes foi o desabafo da irmã, GiIH Morenah Pereira, que emocionou amigos e internautas ao tentar colocar em palavras a dor da perda.
“Por que meu irmão? Por que você se foi tão cedo?”, escreveu ela. Em outra parte da homenagem, a irmã demonstrou a dimensão do sofrimento vivido pela família. “O que vai ser da mãe e do pai? O que vai ser da sua família, dos seus filhos?”, desabafou. As palavras repercutiram entre conhecidos de Diego e traduziram o sentimento de incredulidade diante da partida de um homem descrito como querido, alegre e presente na vida de muita gente.
Diego também foi lembrado por colegas da enfermagem, que destacaram sua trajetória profissional e sua forma humana de lidar com as pessoas. Márcia Renata Pereira Ribeiro lamentou a perda de mais um amigo de profissão e o definiu como “um ser humano incrível”. Tamara Trevisol, que conviveu com ele na faculdade, recordou Diego como “um grande profissional e um ser extraordinário”. As mensagens mostram que a despedida ultrapassou os laços familiares e alcançou também a comunidade da saúde, onde ele deixou marcas de amizade e respeito.
Nas redes sociais, antigos colegas de escola também fizeram questão de homenagear o enfermeiro. Victor Carvajal relembrou Diego como uma figura marcante dos anos 2000 no Estevam Ferri e descreveu com carinho a imagem do amigo na juventude. “Vou me lembrar do gigante cabeludo com o violão na porta da escola, sempre com suas piadas”, escreveu. A lembrança trouxe à tona uma fase de amizade, música, convivência e momentos simples que agora se transformam em saudade.
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados via Copom para atender uma ocorrência dentro da unidade hospitalar. Ao chegarem ao local, encontraram equipes médicas realizando procedimentos de reanimação no enfermeiro. Apesar das tentativas de socorro, a morte foi confirmada ainda no hospital. O registro policial aponta que ampolas de medicamentos foram encontradas próximas à vítima, além de indícios de uso de substância injetável.
Diego trabalhava havia cerca de três meses no Hospital São Francisco de Assis e, em razão da função, tinha acesso a medicamentos e insumos hospitalares. Responsáveis pela unidade informaram à polícia que não havia relatos anteriores de comportamento atípico envolvendo o profissional. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte, e o corpo foi encaminhado para exames periciais, que deverão auxiliar na conclusão do caso.
Em nota, o Hospital São Francisco de Assis lamentou o falecimento do colaborador e informou que instaurou os procedimentos internos cabíveis, além de colaborar com as autoridades para o esclarecimento dos fatos. A instituição também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho neste momento de dor.
A morte de Diego Augusto da Silva Carneiro deixa uma despedida carregada de perguntas, saudade e homenagens. Para a família, ficam a dor de uma ausência repentina e a lembrança de um filho, irmão e pai que partiu cedo demais. Para os amigos, ficam as memórias do homem alegre, do colega de profissão dedicado e do “gigante cabeludo com o violão” que marcou uma geração. Para o Vale do Paraíba, fica mais uma história interrompida de forma precoce, cercada de comoção e à espera de esclarecimentos oficiais.


