QUADRILHA QUE MIRAVA IDOSOS EM CAIXAS ELETRÔNICOS É PRESA NO EM ANGRA DOS REIS APÓS PREJUÍZOS PASSAREM DE R$ 100 MIL
Três homens, entre eles dois irmãos, foram presos nesta segunda-feira, 11, acusados de integrar uma quadrilha especializada em aplicar golpes contra aposentados e idosos em agências bancárias no Estado do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, o grupo causou prejuízos que ultrapassam R$ 100 mil somente entre vítimas já identificadas em Angra dos Reis.
As prisões aconteceram durante a segunda fase da Operação Estorno, deflagrada pela 166ª DP de Angra dos Reis, com apoio da 27ª DP de Vicente de Carvalho. Os suspeitos foram localizados em diligências realizadas na Zona Sudoeste do Rio e na Baixada Fluminense. De acordo com as investigações, os dois irmãos fazem parte de uma organização criminosa que atuava em diferentes cidades do estado, com ações voltadas principalmente contra pessoas idosas.
Durante o cumprimento dos mandados em um endereço ligado aos suspeitos, os policiais prenderam os dois irmãos pelo crime de associação criminosa e furto mediante fraude. No mesmo local, os agentes encontraram um terceiro homem, contra quem havia mandado de prisão em aberto por furto. A ordem judicial também foi cumprida.
A Polícia Civil informou que, durante a operação, foram apreendidos veículos de luxo, joias e outros materiais que poderão contribuir para o avanço das investigações. Os itens serão analisados para auxiliar na identificação do caminho do dinheiro obtido de forma fraudulenta e da possível participação de outros integrantes do grupo.
Segundo a polícia, a quadrilha utilizava sempre o mesmo método para abordar as vítimas, geralmente aposentados e idosos em situação de maior vulnerabilidade. Os criminosos se aproximavam nos caixas eletrônicos fingindo oferecer ajuda e, aos poucos, conquistavam a confiança das pessoas. A partir desse contato, conseguiam acesso a dados bancários e passavam a realizar transferências, saques indevidos e até contratação de empréstimos fraudulentos.
As investigações apontam que havia divisão de tarefas entre os integrantes da quadrilha. Enquanto alguns se aproximavam das vítimas e aplicavam o golpe dentro ou nas proximidades das agências, outros davam apoio na fuga, inclusive com o uso de veículos. Para a Polícia Civil, essa organização demonstra que o grupo atuava de forma coordenada e estruturada, com planejamento desde a abordagem até a saída do local após as fraudes.
Somente em Angra dos Reis, três vítimas já identificadas tiveram prejuízos superiores a R$ 100 mil. A primeira fase da Operação Estorno foi deflagrada em 5 de abril, quando um homem foi preso e um veículo utilizado nas ações criminosas foi apreendido. Desde então, os investigadores seguiram reunindo informações até chegar aos novos suspeitos presos nesta segunda-feira.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da quadrilha, além de novas vítimas que possam ter sido enganadas pelo mesmo grupo. A orientação das autoridades é para que idosos e familiares redobrem a atenção em agências bancárias e caixas eletrônicos, evitando aceitar ajuda de desconhecidos durante operações financeiras.

