Quinta-feira, Junho 25, 2026
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MÃE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS PRECISOU LUTAR PARA GARANTIR TRATAMENTO DO FILHO ESTEBAN DE 7 ANOS


Alanna, moradora de São José dos Campos, precisou enfrentar uma batalha marcada por angústia, cobrança e mobilização pública para conseguir garantir o tratamento médico do filho Esteban, de 7 anos. A criança foi diagnosticada com imunodeficiência primária e outras comorbidades, condição que exige acompanhamento contínuo e aplicação regular de imunoglobulina humana, medicamento essencial para auxiliar o organismo do menino diante dos riscos provocados pela baixa imunidade.

Segundo Alanna, Esteban realiza o tratamento com imunoglobulina humana há cerca de três anos. A aplicação precisa ser feita periodicamente e faz parte da rotina de cuidados da criança. A mãe relatou que nunca havia enfrentado uma situação semelhante com outros convênios médicos, mas desta vez precisou recorrer à Justiça para tentar garantir o acesso ao medicamento indicado ao filho.

Mesmo com decisão judicial favorável, a família enfrentou dificuldades para que o plano de saúde autorizasse a aplicação. De acordo com Alanna, a Justiça havia determinado que o atendimento fosse garantido em até 15 dias, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A mãe também informou que o medicamento de alto custo já havia sido adquirido há semanas, mas a aplicação seguia sem autorização definitiva enquanto a operadora avaliava a possibilidade de recorrer da decisão judicial.

A situação gerou preocupação porque o tratamento precisa ser realizado a cada 30 dias. Segundo a mãe, o último ciclo de Esteban havia ocorrido em 19 de março, e o atraso já passava de duas semanas. Para a família, cada dia sem a aplicação aumentava a apreensão, já que a criança depende da regularidade do tratamento para manter os cuidados necessários diante do quadro de imunodeficiência primária.

Diante da demora, Alanna decidiu tornar o caso público nas redes sociais. Em um vídeo, ela pediu apoio e compartilhamentos para dar visibilidade à situação e buscar uma solução. A mãe afirmou que não queria multa, indenização ou qualquer vantagem financeira, mas apenas que o filho tivesse acesso ao tratamento prescrito. “Eu não quero multa e nem dinheiro. Quero apenas que meu filho tenha acesso ao tratamento que precisa”, declarou.

Após a mobilização, Alanna informou que conseguiu garantir o tratamento para Esteban. A confirmação trouxe alívio à família, que vinha acompanhando com preocupação o atraso na aplicação do medicamento. Para a mãe, a prioridade sempre foi assegurar que o filho não ficasse sem a imunoglobulina humana, tratamento considerado indispensável para a continuidade dos cuidados médicos da criança.

O caso também chamou atenção para as dificuldades enfrentadas por famílias que dependem de medicamentos de alto custo e de autorizações de planos de saúde para manter tratamentos contínuos. A situação mostrou a necessidade de respostas rápidas em casos que envolvem crianças com condições delicadas de saúde e procedimentos que não podem ser interrompidos.

Com a liberação, Esteban poderá retomar o tratamento necessário. A família segue acompanhando os cuidados médicos da criança e reforça que a mobilização teve como objetivo garantir o acesso ao medicamento prescrito.

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