Sexta-feira, Maio 8, 2026
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MÃE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS LUTA PARA GARANTIR TRATAMENTO DO FILHO ESTEBAN DE 7 ANOS

Alanna, moradora de São José dos Campos, vive uma luta angustiante para garantir que o filho Esteban, de 7 anos, tenha acesso ao tratamento médico necessário para enfrentar um quadro delicado de saúde. A criança foi diagnosticada com imunodeficiência primária e outras comorbidades, condição que exige acompanhamento contínuo e aplicação regular de imunoglobulina humana. Segundo a mãe, mesmo após uma decisão judicial favorável, o plano de saúde ainda não autorizou a aplicação do medicamento, deixando a família em estado de alerta diante do atraso no tratamento.

De acordo com Alanna, Esteban realiza esse tratamento há cerca de três anos e nunca havia enfrentado uma situação semelhante com outros convênios médicos. A imunoglobulina humana é considerada essencial para auxiliar o organismo da criança, já que a imunodeficiência primária compromete a capacidade de defesa do corpo contra infecções. Por isso, a regularidade das aplicações é tratada pela família como algo indispensável, e qualquer interrupção representa motivo de grande preocupação.

Ainda segundo o relato da mãe, a Justiça determinou que o atendimento fosse garantido em até 15 dias, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. Mesmo assim, Alanna afirma que a liberação ainda não ocorreu. Ela também informou que o medicamento de alto custo já teria sido adquirido há semanas, mas a aplicação segue sem autorização definitiva enquanto a operadora avalia a possibilidade de recorrer da decisão judicial.

A situação se tornou ainda mais delicada porque o tratamento precisa ser realizado a cada 30 dias. Segundo Alanna, o último ciclo de Esteban ocorreu em 19 de março, e o procedimento já acumula mais de duas semanas de atraso. Para a mãe, cada dia sem a aplicação aumenta a aflição da família, que teme que a demora possa comprometer a saúde do menino e trazer riscos desnecessários a uma criança que depende desse cuidado contínuo.

Nas redes sociais, Alanna publicou um vídeo pedindo apoio e compartilhamentos para dar visibilidade ao caso. A mãe afirma que decidiu expor a situação por não ver outra alternativa diante da demora na autorização do procedimento. Emocionada, ela declarou que não busca multa, indenização ou qualquer vantagem financeira, mas apenas o cumprimento do direito do filho ao tratamento indicado. “Eu não quero multa e nem dinheiro. Quero apenas que meu filho tenha acesso ao tratamento que precisa”, afirmou.

O caso comoveu internautas e reacendeu o debate sobre as dificuldades enfrentadas por famílias que dependem de medicamentos de alto custo, mesmo quando há prescrição médica e decisão judicial favorável. Para Alanna, a luta é pela vida do filho, pela continuidade de um tratamento indispensável e pelo cumprimento de uma decisão que, segundo ela, deveria garantir a Esteban o atendimento necessário sem mais demora.

A família cobra uma solução urgente e espera que o plano de saúde autorize a aplicação do medicamento para que a criança possa retomar o tratamento. A preocupação, segundo Alanna, é que o atraso continue aumentando enquanto a saúde do filho depende de uma resposta. Até o momento, não houve posicionamento oficial da operadora sobre o caso. Caso a empresa se manifeste, a matéria será atualizada.

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