FURTOS EM MEIO À FÉ: QUADRILHA É CONDENADA APÓS ATUAR DENTRO DO SANTUÁRIO DE APARECIDA
Um esquema criminoso que explorava momentos de fé e devoção terminou com condenações severas na Justiça e acendeu um alerta para a segurança em locais de grande circulação. Uma quadrilha formada por cinco homens, duas mulheres e uma adolescente foi condenada por furto, associação criminosa e corrupção de menores após atuar dentro do Santuário Nacional de Aparecida, um dos maiores centros de peregrinação religiosa do mundo.
O grupo foi preso em flagrante no dia 11 de outubro de 2025, véspera do Dia de Nossa Senhora Aparecida, data em que o santuário recebe milhares de fiéis de diversas partes do país. A escolha do momento foi estratégica. Em meio à intensa movimentação, orações e celebrações, os criminosos se infiltravam entre os visitantes e aproveitavam momentos de distração para agir.
As investigações revelaram um esquema organizado, com divisão clara de funções entre os integrantes. Enquanto alguns circulavam pelo espaço observando e escolhendo possíveis vítimas, outros executavam os furtos, retirando celulares, carteiras e bolsas de forma rápida e quase imperceptível. Havia ainda aqueles responsáveis por dar cobertura, dificultando a identificação da ação e facilitando a fuga em meio à multidão.
Outro fator que agravou o caso foi a participação de uma adolescente nas ações criminosas. A menor teria atuado junto ao grupo, o que levou à imputação do crime de corrupção de menores e contribuiu para o endurecimento das penas aplicadas aos adultos.
A sentença foi proferida no dia 26 de fevereiro de 2026 e estabeleceu condenações expressivas. Brena Maria Conceição recebeu a maior pena, de 10 anos e 4 meses de prisão. Jofran de Jesus Rodrigues, Luís Felipe Santana de Araújo Costa, Raiane Conceição Santos e Quenivaldo Santos Silva foram condenados a 8 anos e 8 meses cada. Já Paulo Henrique Mendes dos Santos e Cauã de Jesus receberam penas de 7 anos e 1 mês.
A adolescente foi apreendida e encaminhada a um responsável legal, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.
O caso voltou a repercutir recentemente após a divulgação das condenações, reacendendo o debate sobre segurança em locais públicos e religiosos. O Santuário Nacional de Aparecida recebe milhões de visitantes todos os anos, especialmente em datas comemorativas, o que naturalmente aumenta o fluxo de pessoas e pode ser explorado por criminosos.
As autoridades destacam que a ação do grupo não foi isolada e que há indícios de que os criminosos atuavam de forma recorrente, aproveitando eventos de grande público. A atuação organizada e silenciosa dificultava a identificação imediata dos furtos, fazendo com que muitas vítimas só percebessem o crime minutos depois.
A condenação da quadrilha representa uma resposta firme da Justiça e reforça a importância da atuação integrada entre forças de segurança e administração de grandes espaços públicos. Ao mesmo tempo, serve como alerta para que visitantes redobrem os cuidados com seus pertences, especialmente em ambientes com grande concentração de pessoas.
Mesmo em locais de fé, onde predominam momentos de devoção e tranquilidade, a atenção continua sendo essencial. O caso evidencia que a criminalidade pode se infiltrar em qualquer ambiente, exigindo vigilância constante e ações eficazes para garantir a segurança da população.
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Foto: Reprodução/UOL

