ASSALTO TERMINA EM MORTE: PM DE FOLGA REAGE, ATINGE SUSPEITO DE 50 ANOS E CASO É TRATADO COMO LEGÍTIMA DEFESA EM NATIVIDADE DA SERRA
O que começou como um momento de lazer terminou em confronto armado e morte na tarde de domingo, dia 3, em Natividade da Serra. Um policial militar de folga, identificado pelas iniciais J.C.D.S., de 43 anos, reagiu a uma tentativa de roubo enquanto pescava em uma área rural isolada e acabou baleando o suspeito, que morreu ainda no local.
De acordo com o boletim de ocorrência , o policial estava às margens de uma represa, em uma região de difícil acesso, quando foi surpreendido por um homem armado. Segundo o registro, o suspeito anunciou o assalto e chegou a efetuar um disparo contra o agente, elevando o nível de risco da situação e configurando uma agressão direta.
Diante da ameaça iminente, o policial reagiu utilizando sua arma funcional. Houve troca de tiros e o suspeito, identificado como Claudir de Morais, de 50 anos, foi atingido na região do tórax. Ele caiu às margens da represa e morreu antes mesmo da chegada do socorro.
A Polícia Militar foi acionada e enfrentou dificuldades para acessar o local devido às condições da área, que inclui trechos isolados e acesso por balsa. Ao chegarem, os agentes encontraram o homem já sem sinais vitais. Próximo ao corpo, foi apreendido um revólver calibre .38, apontado como a arma utilizada na tentativa de roubo.
Durante as buscas nas imediações, os policiais localizaram um barraco rústico que levantou suspeitas. No local, foram encontradas uma espingarda e diversas munições de diferentes calibres, além de objetos como lanterna, binóculo e outros itens pessoais. O material reforça a suspeita de que o espaço pudesse estar sendo utilizado como ponto de apoio para práticas criminosas na região.
Ainda segundo o boletim, o suspeito já era conhecido por moradores e pelas autoridades por envolvimento em crimes patrimoniais e por ameaças frequentes, o que vinha gerando medo entre a população local. Há registros informais anteriores que apontam para esse histórico.
A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Civil e da perícia técnica, que realizaram o levantamento detalhado da cena. O corpo foi removido após os trabalhos periciais e encaminhado para exame necroscópico.
O policial militar envolvido foi conduzido à delegacia, onde prestou depoimento e teve sua arma funcional apreendida para perícia, procedimento padrão em casos desse tipo. Todo o processo foi acompanhado por equipes policiais, garantindo a formalização correta da ocorrência.
Em análise inicial, a autoridade policial entendeu que a ação do policial se enquadra como legítima defesa, uma vez que ele teria reagido a uma agressão armada, conforme previsto na legislação penal.
Apesar desse entendimento preliminar, o caso segue sob investigação da Polícia Civil, que irá aprofundar a apuração para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do confronto, incluindo a sequência dos disparos e as circunstâncias da abordagem.
O episódio evidencia a vulnerabilidade de áreas rurais, onde o isolamento e a dificuldade de acesso podem favorecer a ação de criminosos. Também reforça que, mesmo fora de serviço, agentes de segurança podem se deparar com situações extremas, sendo obrigados a agir para preservar a própria vida.
O que era para ser uma pescaria terminou em tiros, morte e mais um caso que agora entra para investigação, deixando a comunidade local em alerta diante da violência que também atinge regiões afastadas dos grandes centros.


