VALE DO PARAÍBA CONCENTRA MORTES POR FEBRE AMARELA EM SP E ACENDE ALERTA SANITÁRIO NA REGIÃO
O avanço da febre amarela voltou a preocupar autoridades de saúde em São Paulo, e o Vale do Paraíba aparece como a região mais afetada neste ano. Dados confirmados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado mostram que, dos seis casos registrados em 2026, cinco ocorreram em cidades do Vale, incluindo todas as mortes contabilizadas até agora.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, já são três óbitos confirmados relacionados à doença. As vítimas eram moradores da região e não possuíam histórico de vacinação, reforçando o alerta das autoridades sobre a importância da imunização preventiva.
Entre as mortes confirmadas estão dois homens moradores de Lagoinha, com 53 e 56 anos, além de um homem de 38 anos, residente em Cunha. O cenário preocupa por concentrar os casos mais graves justamente em municípios próximos a áreas de mata, onde há maior circulação do vírus transmitido por mosquitos.
Além das mortes, o Vale do Paraíba também registrou dois casos com recuperação em Cruzeiro. O único diagnóstico fora da região aconteceu em Araçariguama, na região de Sorocaba, onde o paciente evoluiu positivamente e recebeu alta.
De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, todos os pacientes infectados neste ano tinham um fator em comum: nenhum havia sido vacinado contra febre amarela. A constatação reforça o entendimento de que a vacina continua sendo a principal e mais eficaz forma de prevenção.
A febre amarela é uma doença viral grave transmitida por mosquitos infectados, especialmente em áreas silvestres. Embora muitas pessoas associem a enfermidade apenas a regiões afastadas, o risco pode aumentar em cidades próximas a matas e zonas rurais, principalmente durante períodos de maior circulação viral.
Os sintomas iniciais costumam surgir de forma repentina e podem ser confundidos com gripe, dengue ou viroses comuns. Entre os principais sinais estão febre alta, dor de cabeça intensa, calafrios, dores no corpo, náuseas, vômitos e sensação de extremo cansaço.
Em alguns casos, após aparente melhora, a doença evolui para uma fase mais grave, atingindo órgãos importantes como fígado e rins. O quadro pode provocar insuficiência hepática, sangramentos, hemorragias internas e choque, elevando significativamente o risco de morte.
Especialistas alertam que o avanço dos casos exige atenção principalmente de moradores de regiões rurais, turistas que frequentam áreas de mata e pessoas que ainda não atualizaram a carteira de vacinação.
A imunização é gratuita e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde. O esquema vacinal prevê dose aos 9 meses de idade, reforço aos 4 anos e dose única para pessoas não vacinadas entre 5 e 59 anos.
Quem recebeu apenas dose fracionada durante campanhas antigas também deve verificar se há necessidade de atualização da proteção.
Autoridades de saúde reforçam que qualquer sintoma suspeito deve ser comunicado rapidamente aos serviços médicos, principalmente em pessoas que estiveram em áreas de mata ou regiões com registros recentes da doença.
Com o aumento dos casos e mortes concentradas no Vale do Paraíba, o alerta sanitário permanece elevado, e campanhas de vacinação seguem sendo intensificadas para tentar evitar novos registros graves.


