DENGUE FAZ PRIMEIRA VÍTIMA EM TAUBATÉ E CIDADE ENTRA EM ALERTA COM QUASE 800 CASOS CONFIRMADOS
A dengue voltou a preocupar Taubaté e já fez sua primeira vítima fatal em 2026. Um homem de 80 anos, morador do bairro Gurilândia, morreu em decorrência da doença, marcando o primeiro óbito confirmado no município neste ano. A confirmação foi divulgada na quinta-feira (23) e passou a constar oficialmente no painel epidemiológico do Governo do Estado de São Paulo.
A morte reforça o cenário de preocupação diante do avanço dos casos registrados na cidade. Segundo dados atualizados nesta sexta-feira (24), Taubaté já soma 772 casos confirmados de dengue, além de outros cinco óbitos que seguem em investigação, ampliando o alerta das autoridades de saúde.
O crescimento dos registros levou a Prefeitura de Taubaté a decretar epidemia de dengue no município. A medida coloca a cidade em situação de emergência e alerta epidemiológico, permitindo reforçar ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.
Com o decreto, diferentes setores da administração municipal passam a atuar de forma integrada, priorizando ações emergenciais para conter o avanço da doença. Entre as medidas estão intensificação das visitas domiciliares, ampliação de bloqueios contra o mosquito, reforço nas equipes de saúde e maior monitoramento das áreas consideradas críticas.
Apesar dos números atuais ainda serem inferiores aos registrados em anos anteriores, o cenário segue preocupante. No mesmo período de 2025, Taubaté já contabilizava mais de 1.700 casos confirmados. Em 2024, a cidade enfrentou um dos períodos mais críticos da história recente, ultrapassando 22 mil registros da doença.
O impacto também é sentido em toda a região do Vale do Paraíba. O balanço regional aponta 4.196 casos confirmados de dengue, além de cinco mortes e outras dez investigações em andamento. Os óbitos confirmados foram registrados em cidades como Jacareí, São José dos Campos, Tremembé e agora Taubaté.
A Prefeitura reforça que o combate ao mosquito depende diretamente da participação da população. A eliminação de criadouros dentro das residências continua sendo a principal forma de prevenção. Vasos de plantas, recipientes abertos, calhas entupidas, caixas d’água sem vedação e objetos acumulando água são apontados como os principais focos de proliferação.
Segundo a administração municipal, as ações de vigilância em saúde seguem concentradas na redução dos criadouros, no manejo integrado de vetores, no monitoramento epidemiológico e na ampliação do atendimento médico para evitar agravamento dos casos.
Além das ações de controle, a vacinação contra a dengue segue disponível para grupos prioritários. Entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, mais de 10 mil pessoas já receberam a primeira dose do imunizante, enquanto pouco mais de 5 mil completaram o esquema vacinal com a segunda aplicação.
A imunização também alcança agentes comunitários, profissionais da atenção primária e equipes de combate às endemias, considerados públicos estratégicos diante do aumento da circulação do vírus.
Com a confirmação da primeira morte e o avanço contínuo dos casos, autoridades reforçam o pedido para que a população redobre os cuidados e mantenha atenção constante aos sintomas, como febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas, buscando atendimento médico imediato diante de sinais de agravamento.
O aumento dos casos e a confirmação do primeiro óbito colocam Taubaté em estado de atenção, reacendendo o alerta sobre a importância da prevenção coletiva para evitar novos casos graves e novas perdas causadas pela dengue.


