FEMINICÍDIO EM LORENA: EX IGNORA MEDIDA PROTETIVA E MATA MULHER A FACADAS EM PLENA RUA
A violência rompeu qualquer limite e tomou conta de uma das vias de Lorena em um crime brutal que escancarou o desrespeito à Justiça e a fragilidade da proteção às vítimas. Uma mulher de 34 anos foi assassinada a facadas em plena rua, mesmo após ter conseguido uma medida protetiva contra o ex-companheiro, que acabou preso em flagrante após o ataque.
O crime aconteceu na noite de domingo, dia 19, na Avenida Coronel José Vicente, no bairro Vila Hepacaré. Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima foi surpreendida pelo agressor e atingida por diversos golpes de faca, sofrendo ferimentos graves e intenso sangramento. A violência foi tamanha que ela não resistiu e morreu ainda no local.
O namorado da vítima, um homem de 47 anos, também foi atacado durante a ação criminosa. Mesmo ferido, ele tentou socorrer a companheira em seus últimos momentos, em uma cena marcada por desespero e impotência diante da brutalidade do crime. Ele foi atendido por equipes de socorro e encaminhado para uma unidade de saúde.
A ocorrência ganhou contornos ainda mais chocantes após a intervenção da Guarda Civil Municipal. Um homem procurou ajuda relatando que uma mulher estava sendo esfaqueada em via pública. Ao chegarem ao local, os agentes se depararam com o suspeito em fuga. Houve perseguição imediata, e o agressor foi alcançado, contido e algemado.
A identificação do suspeito revelou um cenário ainda mais grave. Ele era ex-companheiro da vítima e já possuía antecedentes. Dias antes do crime, a Justiça havia concedido uma medida protetiva em favor da mulher, justamente para evitar qualquer aproximação. A ordem judicial, no entanto, foi ignorada, culminando no feminicídio.
A faca utilizada no ataque foi apreendida e encaminhada para perícia. O homem permaneceu preso e deverá passar por audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.
O caso foi registrado como feminicídio consumado e tentativa de homicídio, e agora segue sob investigação para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime. A brutalidade da ação e o descumprimento da medida protetiva reforçam o alerta sobre a escalada da violência contra a mulher e a necessidade de mecanismos mais eficazes de proteção.
A morte da vítima, em circunstâncias tão violentas e evitáveis, gera revolta e dor. Uma vida interrompida mesmo após buscar amparo legal, deixando um rastro de indignação e a certeza de que ainda há muito a ser feito para evitar que tragédias como essa se repitam.


