VALE DO PARAÍBA REGISTRA PRIMEIRA MORTE POR FEBRE AMARELA EM 2026 E CRUZEIRO CONFIRMA UM CASO DA DOENÇA
O Vale do Paraíba voltou a entrar em estado de alerta sanitário após a confirmação da primeira morte por febre amarela em 2026. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pela Secretaria de Estado da Saúde, que confirmou o óbito de um homem de 38 anos, morador de Cunha, vítima da doença.
O avanço do vírus na região preocupa ainda mais diante da confirmação de que o município de Cruzeiro também já registra caso positivo da enfermidade neste ano. De acordo com dados oficiais, um morador do município contraiu febre amarela, recebeu atendimento e se recuperou. Outro caso suspeito segue sob investigação pelas autoridades sanitárias.
Segundo o Governo do Estado de São Paulo, todos os pacientes diagnosticados com febre amarela no Vale do Paraíba em 2026 não possuíam vacinação contra a doença, fator que reforça o alerta das autoridades de saúde sobre a baixa cobertura vacinal e os riscos da negligência com a imunização.
A situação chama atenção porque, até então, não havia registro recente de circulação expressiva do vírus na região. O último caso confirmado de febre amarela no Vale do Paraíba havia sido contabilizado em 2025, no município de Santo Antônio do Pinhal. Com os novos registros, o cenário epidemiológico muda e coloca os municípios da região em monitoramento reforçado.
A Secretaria Estadual de Saúde destacou que a vacina continua sendo a forma mais eficaz de prevenção e está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. A orientação é para que moradores confiram a carteira vacinal e procurem imunização, principalmente aqueles que frequentam áreas de mata, zona rural, pesqueiros, trilhas, sítios ou regiões de vegetação densa.
A pasta também reforçou o pedido para que a população informe imediatamente às autoridades de saúde qualquer ocorrência de morte de macacos, já que esses animais não transmitem a doença, mas funcionam como importantes sentinelas naturais, indicando a possível circulação do vírus em determinada localidade.
Transmitida por mosquitos infectados, a febre amarela não passa de pessoa para pessoa. Os sintomas iniciais costumam surgir de forma repentina e incluem febre alta, calafrios, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Nos quadros mais severos, a doença pode evoluir para hemorragias, comprometimento hepático e falência múltipla de órgãos, podendo levar à morte.
Com a primeira morte registrada no Vale do Paraíba e a confirmação de caso em Cruzeiro, autoridades sanitárias reforçam que o momento exige atenção máxima da população e resposta rápida dos municípios para ampliar a cobertura vacinal e evitar novos casos graves nos próximos meses.


