MATOU O PRIMO PARA ROUBAR: CONFESSOU O CRIME E SAIU PELA PORTA DA FRENTE DA DELEGACIA
Um crime de extrema brutalidade registrado na madrugada de segunda-feira, dia 6 de abril, segue causando indignação e revolta em São José dos Campos. O principal suspeito de assassinar Agnaldo de Camargo, de 56 anos, dentro da própria residência, confessou o homicídio à Polícia Civil e deixou a delegacia em liberdade após prestar depoimento, já que até o momento não havia ordem judicial de prisão expedida contra ele.
A vítima foi encontrada morta dentro de casa, no bairro Residencial Flamboyant, com sinais de violência extrema. Conforme apurado pela investigação, Agnaldo sofreu um ataque cruel e foi morto com diversos golpes de faca. Testemunhas que presenciaram a cena relataram que ele teve o pescoço cortado e foi atingido por pelo menos 15 facadas distribuídas pelo rosto, cabeça e abdômen.
O autor confesso do crime seria o próprio primo da vítima, um homem de 51 anos. Segundo familiares, ele compareceu espontaneamente à Polícia Civil e foi ouvido inicialmente no 1º Distrito Policial, sendo posteriormente encaminhado ao 6º DP, unidade responsável pela investigação do caso. Durante o depoimento, teria confessado o assassinato, mas acabou liberado após ser ouvido, o que gerou revolta na família.
A Polícia Civil informou que trabalha para concluir o inquérito e deverá solicitar a prisão do investigado à Justiça.
De acordo com os familiares de Agnaldo, o homicídio teria sido motivado por dinheiro. A suspeita é de que, após matar o primo, o investigado roubou o cartão bancário da vítima e realizou saques no dia seguinte, terça-feira, dia 7 de abril, em um supermercado da região central da cidade.
Imagens de câmeras de segurança reforçam a linha investigativa. Os registros mostram o suspeito em frente à casa da vítima por volta de 23h58 de domingo, dia 5 de abril. Posteriormente, às 1h30 da madrugada de segunda-feira, ele aparece deixando o imóvel carregando uma mochila nas costas.
A permanência do suspeito em liberdade tem causado medo à família, que afirma viver sob constante tensão desde o crime.
“Ele está solto e a gente presa pelo medo. Temos receio de sair na rua e encontrar com ele. Ainda estou em choque pela forma como meu pai ficou”, declarou uma das filhas da vítima.
Equipes do SAMU foram acionadas após a descoberta do corpo e constataram o óbito ainda no local. O Instituto de Criminalística realizou a perícia na residência e o caso foi registrado como homicídio qualificado, com investigação também sobre o roubo praticado após a morte.
Além da dor da perda, a família enfrenta agora dificuldades financeiras para arcar com os custos da limpeza especializada do quarto onde Agnaldo foi assassinado. Segundo os parentes, devido à quantidade de sangue e ao estado em que o local ficou, o ambiente precisa passar por descontaminação técnica, além da incineração de móveis e objetos atingidos.
Uma vaquinha solidária foi criada para ajudar nos custos.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil.


