DISCUSSÃO TERMINA EM TRAGÉDIA FAMILIAR E MÃE É PRESA APÓS MATAR A PRÓPRIA FILHA
Um episódio de violência extrema abalou profundamente uma família e deixou a comunidade em estado de choque. O que começou como uma discussão doméstica terminou de forma irreversível, revelando um cenário de conflitos antigos, tensão acumulada e um desfecho marcado pela morte.
O caso envolve Sandra Regina Batista, que foi presa acusada de matar a própria filha, Poliane Victoria Fernandes, de 27 anos, após uma briga ocorrida na noite de domingo, dia 5, em Botucatu. A ocorrência mobilizou equipes da Guarda Civil Municipal, que inicialmente foram acionadas para atender uma desavença familiar, situação comum no cotidiano das forças de segurança, mas que rapidamente se mostrou muito mais grave.
Ao chegarem ao local, os agentes encontraram Poliane caída, desacordada e em estado crítico. O cenário era de desespero. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado imediatamente e realizou o socorro da vítima, que foi encaminhada com urgência ao Hospital das Clínicas da Unesp. Apesar de todos os esforços das equipes médicas, a jovem não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada na unidade hospitalar.
Segundo consta no boletim de ocorrência, a versão apresentada por Sandra Regina aponta que a filha havia saído de casa para ingerir bebidas alcoólicas, deixando os dois filhos pequenos, de 8 e 2 anos, sob seus cuidados. Ainda de acordo com o relato, ao retornar, Poliane teria se envolvido em uma discussão na rua, o que motivou a intervenção da mãe, que tentou levá-la para dentro da residência. O que era para ser uma tentativa de conter a situação acabou se transformando em uma briga intensa entre as duas.
O confronto, que teve início do lado de fora da casa, evoluiu rapidamente e terminou de forma trágica. As circunstâncias exatas da agressão ainda são investigadas, e a polícia trabalha para esclarecer detalhadamente como a situação saiu do controle a ponto de resultar na morte da jovem.
Por trás do crime, no entanto, surgem relatos que indicam que a tragédia não foi um fato isolado, mas sim o ápice de um histórico familiar conturbado. Familiares ouvidos apontam que havia um ambiente de conflitos constantes dentro da casa, marcado por episódios de agressividade ao longo dos anos. Uma parente relatou, sob condição de anonimato, que Sandra sempre demonstrou comportamento violento com os filhos desde que eles eram pequenos.
Em contraste, Poliane é descrita por familiares como uma mulher dedicada, carinhosa e extremamente ligada aos filhos. Trabalhadora e batalhadora, ela buscava manter a rotina da casa e cuidar das crianças, sendo vista como uma figura presente e responsável na vida dos pequenos.
Os relatos também contestam versões iniciais que sugeriam possíveis problemas com drogas ou comportamentos inadequados por parte da vítima. Segundo pessoas próximas, Poliane não possuía histórico de envolvimento com substâncias ilícitas, reforçando a imagem de uma jovem que, apesar das dificuldades familiares, mantinha uma vida voltada aos filhos.
A tragédia deixa consequências profundas. Duas crianças, ainda em idade extremamente vulnerável, agora enfrentam a perda da mãe e o afastamento da avó, presa e à disposição da Justiça. O impacto emocional e social do caso levanta questionamentos sobre a importância de identificar e intervir em ambientes familiares marcados por violência antes que situações como essa atinjam um ponto sem retorno.
A investigação segue em andamento, buscando esclarecer todos os detalhes do crime, ouvir testemunhas e reunir elementos que possam ajudar a Justiça a determinar as responsabilidades. Enquanto isso, o caso permanece como um retrato doloroso de como conflitos dentro de casa, quando ignorados ou não tratados, podem terminar em tragédia irreparável.


