Terça-feira, Abril 7, 2026
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EMPRESÁRIO MORRE APÓS INFARTO EM HOSPITAL DE SÃO SEBASTIÃO E FILHO APONTA POSSÍVEL NEGLIGÊNCIA MÉDICA NO ATENDIMENTO

A morte do empresário Marco Aurelio Augusto, de 66 anos, ocorrida no domingo, dia 5, em Boiçucanga, em São Sebastião, passou a ser cercada por forte comoção e por uma grave denúncia feita pela própria família. Segundo o boletim de ocorrência, o filho da vítima atribui o desfecho à possível negligência médica, levantando questionamentos sobre as decisões tomadas durante o atendimento prestado ao paciente, que sofreu um infarto agudo do miocárdio e não resistiu.

De acordo com as informações registradas no caso, Marco Aurelio foi internado no domingo, dia 5, por volta das 11h, já apresentando sintomas compatíveis com um quadro cardíaco grave. Ainda conforme o relato, o médico plantonista teria identificado a necessidade de uma angioplastia de emergência, procedimento considerado fundamental em situações de infarto para desobstrução de artérias e restabelecimento do fluxo sanguíneo. No entanto, a unidade hospitalar onde o empresário estava não contava com os equipamentos necessários para a realização do exame e do tratamento especializado exigido naquele momento.

Diante da gravidade do quadro clínico e preocupados com a falta de estrutura da unidade, os familiares relataram que se ofereceram para custear uma ambulância particular e providenciar a transferência imediata do empresário para hospitais com mais recursos, em cidades como Santos ou Guarujá. Mesmo com essa alternativa colocada à disposição, o médico responsável, segundo consta no boletim, teria recusado a autorização para a remoção, determinando que a família aguardasse uma vaga na rede pública de saúde em Caraguatatuba.

A denúncia se torna ainda mais sensível porque, conforme o relato dos familiares, cerca de duas horas depois da decisão de manter o paciente no local, Marco Aurelio teria sido retirado da UTI e levado para uma enfermaria comum. Pouco tempo após essa mudança, e sem ter recebido o atendimento especializado que havia sido apontado como necessário, o empresário morreu.

A família sustenta que a morte poderia ter sido evitada caso a transferência para uma unidade mais preparada tivesse sido autorizada em tempo hábil. Para o filho, a ausência de um atendimento compatível com a gravidade do infarto e a proibição da remoção para outro hospital contribuíram diretamente para o desfecho fatal. A denúncia agora deverá ser analisada com atenção pelas autoridades, já que envolve uma possível falha técnica em um momento decisivo para a sobrevivência do paciente.

O caso foi registrado como homicídio culposo, modalidade em que não há intenção de matar, com enquadramento por inobservância de regra técnica de profissão. A Polícia Civil apura as circunstâncias da internação, da conduta adotada pela equipe médica e os fatores que antecederam a morte do empresário. A investigação segue em andamento em São Sebastião.

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