Quinta-feira, Abril 2, 2026
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REVIRAVOLTA NO CASO: morte de menino de 12 anos em Taubaté NÃO foi febre amarela, aponta novo laudo oficial

A morte do adolescente Lucas Matheus, de 12 anos, que havia causado forte comoção em Taubaté, ganhou um novo desfecho após revisão técnica das autoridades de saúde. A Prefeitura informou nesta quinta-feira (2) que exames atualizados descartaram definitivamente a febre amarela como causa do óbito, ocorrido no dia 4 de março.

O caso, que inicialmente havia sido tratado como a primeira morte por febre amarela no município, passou por uma reavaliação detalhada envolvendo órgãos estaduais e federais. A nova conclusão aponta que Lucas faleceu em decorrência de um choque séptico, possivelmente com origem pulmonar.

A reanálise foi conduzida após solicitação da Vigilância Epidemiológica municipal e contou com a participação do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo e do Ministério da Saúde. O novo laudo técnico revisa o diagnóstico anterior, que havia sido baseado em exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz e confirmado pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Taubaté.

Apesar da confirmação inicial de febre amarela no fim de março, a declaração de óbito já indicava choque séptico como causa da morte, inicialmente associado à Covid-19, hipótese levantada após familiares do adolescente também testarem positivo para a doença no mesmo período.

Mesmo com a mudança no diagnóstico, a Prefeitura manteve todas as ações preventivas adotadas na época, incluindo intensificação da vacinação, busca ativa por não imunizados e visitas domiciliares nos bairros Residencial Bardan e Ana Rosa, além de campanhas de orientação à população.

A morte de Lucas gerou forte repercussão em toda a região. À época, a mãe do menino usou as redes sociais para relatar a dor da perda e cobrar respostas sobre o atendimento médico recebido. Em uma mensagem emocionada, desabafou: “Perdi meu filho. Deus o levou.”

Durante o período de investigação, um dado preocupante veio à tona: a baixa cobertura vacinal contra febre amarela no município. Segundo a Prefeitura, o índice atual é de apenas 34,35%, muito abaixo dos 95% recomendados pelas autoridades de saúde, com pouco mais de 90 mil doses aplicadas.

A Secretaria de Saúde reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção e orienta a população a procurar as unidades básicas para atualização da caderneta.

Na região do Vale do Paraíba, o cenário também acende alerta. Em 2025, foram registradas 28 notificações de febre amarela, com duas mortes confirmadas nos municípios de Caçapava e Santo Antônio do Pinhal. Os dados consolidados de 2026 ainda não foram divulgados.

Ao final da nota, a Prefeitura de Taubaté manifestou solidariedade à família de Lucas Matheus, em um caso que agora deixa, além da dor, questionamentos e lições sobre diagnóstico, comunicação e saúde pública.

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