EXPLOSÃO, MISTÉRIO E REVIRAVOLTA: morte dentro de carro em chamas muda rumo da investigação em SJC
A morte de Fernando Antonio de Oliveira, de 44 anos, após ser encontrado gravemente ferido dentro de um carro em chamas na zona leste de São José dos Campos, ganhou novos contornos e mudou o rumo das investigações policiais.
O caso, que inicialmente foi registrado como tentativa de homicídio, agora apresenta uma reviravolta. De acordo com o delegado responsável, Neimar Camargo, não há até o momento indícios de que outra pessoa tenha provocado o incêndio com intenção de matar a vítima.
Fernando foi localizado em uma estrada de terra no bairro Campos de São José, ao lado de um Chevrolet Cobalt cinza. O que mais chamou a atenção foi o fato de o interior do veículo estar completamente destruído pelas chamas, enquanto a parte externa permanecia praticamente intacta.
Uma testemunha relatou que ouviu uma explosão e, cerca de 30 segundos depois, chegou ao local. Ao se deparar com a cena, encontrou a porta do motorista aberta e Fernando caído ao lado do carro, com queimaduras graves nos braços e ombros, sendo o lado direito o mais atingido. Desorientado e sem conseguir responder, ele foi retirado às pressas do local por medo de uma nova explosão, enquanto o Corpo de Bombeiros era acionado.
Socorrido em estado gravíssimo, Fernando permaneceu internado, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na noite de quinta-feira.
O avanço da investigação trouxe à tona o depoimento da ex-companheira da vítima, que revelou um histórico de conflitos envolvendo o veículo. O carro estava em nome dela, mas continuava com Fernando após a separação. Segundo ela, ele deixou de pagar o financiamento, o que gerou cobranças e até uma ordem judicial de busca e apreensão.
Ainda conforme o relato, durante discussões, Fernando teria ameaçado atear fogo no próprio carro. A ex-companheira também apontou que ele apresentava sinais de instabilidade emocional nos últimos tempos, informação que agora é considerada relevante pela polícia.
Apesar desses elementos, a Polícia Civil mantém o caso em aberto e segue investigando para esclarecer como o incêndio começou e se houve, ou não, participação de terceiros.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal. O velório ocorreu na Urbam e o sepultamento foi realizado no Cemitério Municipal Colônia Paraíso, em São José dos Campos.
O caso, que começou cercado por suspeitas de crime, agora levanta novas hipóteses e continua envolto em dúvidas que ainda precisam ser esclarecidas.


