Quinta-feira, Abril 2, 2026
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Exclusivo: novas revelações do feminicídio em Cachoeira Paulista expõem traição, emboscada e execução com disparo à queima-roupa

O caso que chocou a região do Vale do Paraíba começa a ganhar contornos ainda mais cruéis. A morte de Brenda Fernandes Barbosa Fonseca, de 32 anos, encontrada sem vida na manhã de sábado (29 de março), ao lado de um campo de futebol no bairro Embauzinho, em Cachoeira Paulista, revela uma sequência de fatos que apontam para um crime marcado por violência, traição e frieza.

De acordo com o boletim de ocorrência, Brenda foi localizada já sem vida, caída em um trecho de chão batido, nas proximidades do campo. O corpo apresentava um ferimento causado por disparo de arma de fogo na região da bochecha esquerda, com trajetória encostada, além de marcas na testa e escoriações nos braços e pernas, indicando que ela pode ter sido agredida e arrastada até o local onde foi abandonada.

A cena levantou imediatamente a suspeita de execução. Vestígios encontrados no local, como marcas de arrasto e sinais de sangue, indicam que o crime pode ter começado em outro ponto, possivelmente em frente a uma residência próxima, e terminado ali, onde o corpo foi deixado.

Durante as diligências, policiais colheram informações de testemunhas que, mesmo sem se identificarem formalmente, relataram que Brenda mantinha um relacionamento com um homem conhecido como “Fabinho”, posteriormente identificado como F. J. T. . Segundo os relatos, o relacionamento era conturbado, marcado por discussões frequentes e até ameaças de morte.

As investigações apontam ainda que Brenda teria mantido outros relacionamentos, o que, segundo testemunhas, gerava extrema irritação em Fabiano. Na noite do crime, ela teria saído para encontrar outro homem, fato que teria chegado ao conhecimento do suspeito.

A partir daí, a história ganha contornos de emboscada.

De acordo com os relatos, Fabiano teria chamado Brenda para uma conversa. Ao chegar ao encontro, ela foi surpreendida. Há indícios de que o disparo tenha sido feito à queima-roupa, sem chance de defesa. Após o tiro, o corpo teria sido arrastado até o local onde foi encontrado, numa tentativa de ocultar ou despistar a cena real do crime.

Outro ponto que reforça a linha investigativa é o depoimento da filha da vítima, uma adolescente, que relatou que o suspeito teria enviado mensagens marcando um encontro com Brenda pouco antes do crime. Parte dessas mensagens foi posteriormente apagada.

A Polícia Científica realizou a coleta de material genético nos braços e pulsos da vítima, além de buscas por vestígios no local. Apesar disso, até o momento não foram encontrados projéteis ou estojos que possam indicar a arma utilizada.

O caso foi registrado como feminicídio, com agravantes de emboscada e recurso que dificultou a defesa da vítima. A Polícia Civil segue investigando para localizar o autor e esclarecer todos os detalhes do crime.

Nos bastidores, o sentimento é de revolta. A brutalidade, a frieza e a possível premeditação transformam o caso em mais um retrato alarmante da violência contra a mulher.

Enquanto isso, a família de Brenda tenta lidar com a dor e cobra justiça.

Jornal A Notícia 🗞️

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