Confusão em churrascaria de Barra Mansa termina em fechamento; caso envolve extorsão, salários atrasados e denúncia de estelionato
Um caso de confusão em churrascaria de Barra Mansa terminou com o fechamento de um estabelecimento no bairro Vila Ursulino, após uma série de denúncias envolvendo extorsão, atraso de salários e registro de estelionato. A situação mobilizou a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e expôs um cenário de tensão entre proprietário, funcionários e terceiros.
De acordo com informações apuradas, o dono da Churrascaria Panela de Ferro procurou a Polícia Civil alegando estar sendo vítima de extorsão. A denúncia resultou na prisão de dois suspeitos em uma ocorrência recente em Barra Mansa. O caso segue sob investigação.
Paralelamente, funcionários da churrascaria em Barra Mansa passaram a denunciar atrasos e falta de pagamento de salários, o que teria gerado insatisfação crescente e agravado o clima interno no estabelecimento. Segundo relatos, trabalhadores enfrentavam dificuldades para receber seus vencimentos, aumentando a tensão no ambiente de trabalho.
A crise ganhou novos contornos quando um ex-funcionário, de 34 anos, foi até o local para cobrar valores pendentes. Ao não conseguir receber, ele teria se envolvido em um episódio de quebra-quebra dentro da churrascaria em Barra Mansa. Durante a confusão, o homem foi contido por um segurança e acabou sendo agredido, intensificando ainda mais a repercussão do caso.
Outro fator que ampliou a controvérsia foi o depoimento da esposa de um dos homens apontados no suposto esquema de extorsão. Ela contestou parte das denúncias feitas por funcionários e afirmou que não havia qualquer tipo de pressão externa ou envolvimento com agiotagem, alegando ainda que os pagamentos eram realizados regularmente.
A mulher, de 28 anos, também compareceu à delegacia e registrou um boletim de ocorrência por estelionato contra o proprietário da churrascaria. Segundo o relato, o empresário teria utilizado indevidamente os dados pessoais de seu marido para realizar compras de gás sem autorização, gerando uma dívida aproximada de R$ 9 mil em nome dele.
Ainda conforme o registro, o homem estaria preso desde fevereiro de 2026, o que levanta suspeitas sobre o uso indevido de suas informações durante esse período. O caso foi enquadrado como estelionato, conforme o artigo 171 do Código Penal, e também passou a integrar o conjunto de investigações relacionadas à confusão em churrascaria de Barra Mansa.
Diante da sucessão de denúncias, conflitos trabalhistas e investigações policiais, a churrascaria permanece fechada. O caso segue sendo acompanhado pela Polícia Civil, que deverá esclarecer os fatos e responsabilidades de cada envolvido.
A reportagem mantém o espaço aberto para manifestação do proprietário do estabelecimento, caso deseje apresentar sua versão sobre os acontecimentos. Novos desdobramentos podem surgir a qualquer momento.


