Mulher sofre mal súbito em quiosque e morre na Praia Grande, em Ubatuba; tentativa de reanimação mobilizou equipes de resgate
Uma ocorrência dramática interrompeu a rotina de um dos pontos mais movimentados do litoral norte paulista e terminou em tragédia na Praia Grande. Uma mulher morreu após sofrer um mal súbito enquanto estava em um quiosque à beira-mar, no início da noite de quarta-feira (25), gerando grande comoção entre frequentadores e trabalhadores da região.
O caso aconteceu no setor conhecido como Maré Verde, área bastante frequentada por turistas e moradores, especialmente nos fins de tarde, quando o movimento nos quiosques costuma ser intenso. De acordo com informações apuradas junto ao Grupamento de Bombeiros Marítimo, a vítima, uma mulher adulta, estava no interior de um estabelecimento quando passou mal de forma repentina, sem tempo para qualquer reação preventiva.
Funcionários do quiosque perceberam imediatamente que se tratava de uma situação grave e acionaram os guarda-vidas que atuam na faixa de areia. A resposta foi rápida. Em poucos instantes, os profissionais chegaram ao local e se depararam com a vítima já em parada cardiorrespiratória, quadro considerado crítico e que exige intervenção imediata.
Sem perder tempo, os guarda-vidas iniciaram as manobras de reanimação cardiopulmonar ainda no local, tentando restabelecer os sinais vitais da mulher. A cena chamou a atenção de banhistas e frequentadores, que acompanharam, em silêncio e apreensão, a luta das equipes para salvar a vítima.
Diante da gravidade do caso, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado para reforçar o atendimento. Duas unidades foram deslocadas até a praia, com uma equipe composta por seis profissionais, incluindo suporte avançado. Os socorristas assumiram o atendimento e deram continuidade às tentativas de reanimação, utilizando todos os protocolos médicos disponíveis para esse tipo de ocorrência.
Durante vários minutos, os procedimentos foram realizados de forma intensa e contínua, evidenciando o esforço conjunto das equipes de resgate e saúde. Mesmo com toda a mobilização e o empenho dos profissionais, a mulher não respondeu às manobras, tendo o óbito constatado ainda na areia, antes mesmo de qualquer possibilidade de remoção para unidade hospitalar.
A ocorrência será registrada na Polícia Civil, que ficará responsável pelos trâmites legais e pela apuração oficial dos fatos. A identidade da vítima não havia sido divulgada até o momento, e a causa da morte deverá ser confirmada por exames periciais. No entanto, as informações preliminares indicam um quadro compatível com evento clínico súbito, como parada cardíaca ou outra condição grave de evolução imediata.
Casos como este evidenciam a imprevisibilidade de emergências médicas, que podem ocorrer mesmo em ambientes de lazer e descontração. Especialistas apontam que o chamado “mal súbito” pode estar relacionado a diversas condições, como infarto agudo do miocárdio, arritmias severas ou acidentes vasculares cerebrais, muitas vezes sem sinais prévios perceptíveis.
A presença de equipes treinadas, como os guarda-vidas do GBMar, e a rápida atuação do SAMU são fatores essenciais para aumentar as chances de sobrevivência em situações de parada cardiorrespiratória. Ainda assim, há casos em que, mesmo com resposta rápida e atendimento adequado, o desfecho não pode ser revertido.
O episódio deixou um clima de consternação na orla da praia, interrompendo o clima de lazer típico do local e servindo como alerta para a importância de atenção à saúde e da pronta resposta em situações de emergência.

