Sexta-feira, Março 27, 2026
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ESCÂNDALO NA UNESP: ALUNOS SE REVOLTAM E EXIGEM AFASTAMENTO IMEDIATO DE PROFESSOR CONDENADO POR PEDOFILIA

Um clima de revolta tomou conta da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, ligada à Universidade Estadual Paulista, após vir à tona que um professor condenado por pedofilia continua vinculado à instituição e ministrando aulas on-line. A indignação dos alunos explodiu em forma de protesto dentro do campus, com cobranças diretas por providências imediatas.

Nos corredores e nas salas, o sentimento é unânime: a permanência do docente é considerada inadmissível. Sob anonimato, estudantes relataram preocupação ainda maior pelo fato de o campus abrigar também um colégio técnico e até uma creche. “Não existe justificativa para ele continuar lecionando, ainda mais em um ambiente com jovens e crianças”, desabafou um aluno.

O caso é ainda mais grave diante da condenação já definitiva. O professor, de 43 anos, foi sentenciado pela Justiça Federal de Guaratinguetá após investigação que apontou o armazenamento e compartilhamento de milhares de arquivos contendo pornografia infantil. Segundo a denúncia, foram mais de 7.600 transmissões de conteúdos envolvendo crianças e adolescentes, além de 7.678 arquivos encontrados em seus dispositivos, incluindo um computador registrado em nome da própria universidade.

Os crimes ocorreram entre 2014 e 2017, com condenação fixada em seis anos e dois meses de prisão em regime semiaberto. O processo transitou em julgado, ou seja, não há mais possibilidade de recurso. O docente cumpre pena em unidade prisional de Tremembé, mas, mesmo assim, segue dando aulas remotamente, fato que revoltou ainda mais a comunidade acadêmica.

Alunos também relataram, sob sigilo, que o professor teria feito ameaças durante aulas on-line a quem comentasse sobre o caso, o que aumentou o clima de tensão e medo entre os estudantes.

A investigação teve início a partir de um alerta do sistema internacional CETS, ferramenta utilizada para rastrear crimes de exploração sexual infantil na internet. A partir dela, autoridades conseguiram identificar o computador utilizado para armazenar e distribuir o material ilícito. Após mandado de busca e apreensão, os equipamentos foram periciados, confirmando o conteúdo criminoso.

Durante o interrogatório, o professor alegou que acessava conteúdos pornográficos como forma de aliviar o estresse causado por um quadro de depressão, afirmando ainda que apagava imediatamente qualquer material envolvendo menores. A versão, no entanto, foi rejeitada pela Justiça. A sentença destacou que a grande quantidade de arquivos e os nomes explícitos dos conteúdos demonstram que ele tinha plena consciência do material manipulado.

Recentemente, a defesa protocolou um novo pedido judicial solicitando avaliação de insanidade mental, alegando que o professor sofre de transtorno depressivo maior, com possíveis impactos em sua capacidade de discernimento. O pedido ainda aguarda análise.

Até o momento, a Universidade Estadual Paulista não se manifestou oficialmente sobre o caso. O espaço segue aberto para posicionamento. Enquanto isso, a pressão dos alunos cresce e o episódio segue repercutindo como um dos mais graves já registrados no ambiente acadêmico da região.

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