TRAGÉDIA NA AMAN: Cadete de 24 anos morre após passar mal em treinamento físico na piscina
Uma fatalidade de grande impacto abalou a rotina da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), e gerou forte comoção entre militares e a comunidade local. O cadete Pablo Carvalho da Silva, de 24 anos, conhecido como “Florêncio”, morreu após não resistir às complicações de um grave mal súbito ocorrido durante uma atividade de treinamento físico.
O episódio teve início na segunda-feira (23), quando o jovem, aluno do 3º ano do curso de Infantaria, participava da Avaliação Formativa de Treinamento Físico Militar, realizada na piscina da Seção de Educação Física da academia, uma etapa considerada rotineira e essencial na formação dos futuros oficiais do Exército.
Durante a atividade, Pablo apresentou sinais de mal-estar e sofreu um colapso, mobilizando imediatamente a equipe de segurança e saúde presente no local. Segundo informações oficiais, o treinamento seguia todos os protocolos estabelecidos, contando com guarda-vidas e suporte médico de prontidão.
O atendimento foi iniciado de forma imediata ainda nas dependências da instituição, com procedimentos de primeiros socorros realizados no local. Em seguida, o cadete foi encaminhado com urgência por ambulância a um hospital particular de Resende, onde deu entrada sob cuidados intensivos.
Na unidade hospitalar, a equipe médica adotou todos os protocolos necessários para tentar estabilizar o quadro clínico, incluindo medidas de proteção das vias aéreas e suporte respiratório avançado. Apesar dos esforços contínuos das equipes de resgate e saúde, o estado do jovem evoluiu de forma crítica ao longo dos dias seguintes.
Após dois dias internado, Pablo Carvalho da Silva não resistiu e teve o óbito confirmado na quarta-feira (25), causando profunda comoção entre colegas de farda, instrutores e todos que acompanhavam sua trajetória na instituição.
Diante da gravidade do caso, a AMAN instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar detalhadamente as circunstâncias do ocorrido. O procedimento busca esclarecer todos os fatores envolvidos, desde a execução da atividade até o atendimento prestado.
Em nota oficial, a academia lamentou profundamente a morte do cadete e destacou que está oferecendo todo o apoio necessário à família, amigos e companheiros de curso neste momento de dor.
“A Academia presta todo o apoio necessário à família, reafirmando seu compromisso com a assistência e o amparo neste momento difícil”, diz o comunicado.
A morte precoce do jovem cadete evidencia a dureza e os riscos inerentes à formação militar, mesmo sob rígidos protocolos de segurança, e deixa um clima de luto e reflexão dentro de uma das mais tradicionais instituições de formação do Exército Brasileiro.


