Sexta-feira, Março 27, 2026
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Matou o próprio pai com 30 facadas, deixou carta de amor ao lado do corpo e foi beber no bar com a namorada

Um crime brutal, frio e repleto de contradições chocou o interior de São Paulo e está sendo tratado como um dos casos mais perturbadores dos últimos tempos. Uma mulher em saída temporária do presídio de Tremembé foi presa após assassinar o próprio pai com requintes de crueldade e, poucas horas depois, sair para beber tranquilamente em um bar com a namorada, como se nada tivesse acontecido.

O crime ocorreu no último sábado (21), em Guzolândia, e rapidamente mobilizou a Polícia Civil, que encontrou as suspeitas em um bar da cidade logo após o assassinato. A principal investigada é Gabriela Pontes Bezerra, de 38 anos, filha adotiva da vítima, o aposentado Antônio Fernandes Bezerra, de 85 anos. Segundo as investigações, ela não agiu sozinha e contou com o apoio da companheira, Isabela de Oliveira Toledo, de 26.

De acordo com a polícia, o idoso foi morto dentro da própria residência com extrema violência. Foram cerca de 30 facadas, muitas delas concentradas na região do rosto, o que evidenciou a brutalidade do ataque e causou forte impacto até mesmo entre os investigadores mais experientes. A cena encontrada pela perícia foi descrita como chocante.

Mas o que torna o caso ainda mais perturbador é o comportamento das suspeitas após o crime. Sem demonstrar qualquer sinal de arrependimento ou abalo emocional, as duas saíram da casa e foram diretamente para um bar da cidade, onde passaram a consumir bebidas alcoólicas normalmente. Foi nesse local que acabaram sendo localizadas e presas pelas autoridades.

Um dos elementos mais impactantes da investigação foi a descoberta de uma carta manuscrita deixada ao lado do corpo da vítima. O documento havia sido escrito por Gabriela ainda em 2024, durante o período em que estava presa, e trazia declarações emocionadas de amor e arrependimento. Na mensagem, ela chamava o pai de “melhor pai do mundo”, afirmava que o amava profundamente e dizia sonhar em reconstruir a relação familiar quando deixasse a prisão. O conteúdo da carta, carregado de afeto, contrasta de forma chocante com a violência extrema do crime cometido.

Durante o depoimento, Gabriela alegou ter sofrido abusos na infância, tentativa de justificar o assassinato. No entanto, essa versão é contestada por familiares, que negam qualquer histórico desse tipo. A delegada responsável pelo caso destacou ainda que nenhuma das duas suspeitas apresentou emoção ou arrependimento no momento da prisão, o que reforça a frieza atribuída ao crime.

As investigações também revelam um histórico preocupante. Gabriela já cumpria pena por crimes como extorsão e ameaças contra o próprio pai, enquanto a companheira possui envolvimento anterior em um caso de homicídio dentro do núcleo familiar. Esses antecedentes levantam suspeitas sobre a possibilidade de planejamento prévio do crime, inclusive durante o período em que ambas estavam presas.

Agora, a Polícia Civil trabalha para esclarecer a motivação exata do assassinato e entender se houve premeditação. A carta encontrada na cena do crime será analisada detalhadamente e pode se tornar uma peça-chave no andamento do inquérito.

As duas mulheres permanecem presas e devem responder por homicídio qualificado, crime que pode resultar em penas severas. O caso segue em investigação e continua causando indignação e espanto pela violência, frieza e pelas circunstâncias que o cercam.

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