DUTRA VIROU ROTA DO CONTRABANDO: Quarteto feminino é flagrado com carga milionária de remédios proibidos, anabolizantes e cigarros eletrônicos em Resende
O que parecia ser apenas mais uma abordagem de rotina da Polícia Rodoviária Federal se transformou em um flagrante de peso na Via Dutra, escancarando um possível esquema de transporte ilegal de produtos no eixo Rio-São Paulo. Quatro mulheres foram detidas após serem surpreendidas com uma grande quantidade de medicamentos irregulares, anabolizantes e cigarros eletrônicos, em um caso que levanta suspeitas sérias de contrabando e descaminho. A ocorrência foi registrada na altura do km 324, em Resende (RJ).
Segundo informações apuradas pela PRF, o grupo ocupava um carro alugado e levantou suspeitas logo nos primeiros momentos da abordagem. Durante a entrevista, as mulheres apresentaram versões desencontradas sobre o motivo da viagem, o que levou os agentes a aprofundarem a fiscalização. Elas informaram que haviam saído de São José dos Campos (SP), mas não conseguiram sustentar uma narrativa coerente.
A situação se agravou quando os policiais iniciaram a revista no veículo e nas bagagens. O que foi encontrado chamou a atenção: uma variedade de produtos com entrada e comercialização proibidas ou restritas no Brasil. Entre os itens apreendidos estavam cigarros eletrônicos, cuja venda é proibida no país, anabolizantes de uso controlado e diversas ampolas de medicamentos utilizados para emagrecimento.
Um dos produtos encontrados é ainda mais preocupante. Trata se de um medicamento que sequer possui autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, por ainda estar em fase de testes. Ou seja, além da irregularidade comercial, o uso desse tipo de substância pode representar risco direto à saúde de quem consome. Também foram localizados medicamentos voltados ao tratamento cardíaco, que exigem controle rigoroso na sua distribuição.
Ao serem questionadas, as mulheres alegaram que possuíam receita médica para os produtos transportados. No entanto, nenhuma documentação foi apresentada que comprovasse a origem legal das mercadorias, tampouco autorização para aquisição, transporte ou eventual comercialização. A ausência de qualquer comprovação reforçou as suspeitas de crime.
Diante do cenário, não houve alternativa. O quarteto recebeu voz de detenção e foi encaminhado à delegacia de Resende, onde o caso foi formalmente registrado como contrabando e descaminho. Todo o material foi apreendido e será submetido à análise das autoridades competentes.
Até o fechamento desta reportagem, as identidades das suspeitas permanecem sob sigilo, e não há informações oficiais sobre a situação jurídica delas, como eventual prisão preventiva ou liberação após depoimento.
O caso acende um alerta sobre o uso da Via Dutra como corredor para o transporte de produtos ilegais, especialmente medicamentos e substâncias controladas, colocando em risco não apenas a legalidade do comércio, mas também a saúde pública.


