FRIEZA, ARROGÂNCIA E MORTE: ACUSADO DE EXECUTAR JOVEM APÓS DISCUSSÃO EM BAILE FUNK É PRESO APÓS ANOS FORAGIDO
Foram anos de fuga, silêncio e dor para uma família que nunca esqueceu. Mas neste último domingo, a história ganhou um novo capítulo. Ricardo Adriano Ribeiro, conhecido como “Churros”, foi finalmente preso no estado da Paraíba, encerrando uma longa caçada policial iniciada após um crime brutal que chocou São José dos Campos.
A vítima, Higor da Silva Gomes, tinha apenas 24 anos quando foi executado de forma covarde na frente da própria namorada. O crime aconteceu na madrugada, durante um baile funk realizado nas proximidades de sua residência, no bairro Campo dos Alemães. O que deveria ser apenas mais uma noite comum terminou em tragédia por um motivo revoltante.
Segundo as investigações, tudo começou quando um grupo de homens passou a urinar em frente à casa da vítima. Incomodado com a situação, Higor pediu respeito. Um gesto simples, que deveria encerrar o problema, mas que acabou despertando a violência. A resposta veio em tom de ameaça. “Você sabe com quem está falando?”, teria dito um dos envolvidos, segundos antes do pior acontecer.
Na sequência, “Churros” sacou a arma e efetuou diversos disparos contra o jovem, atingindo-o inclusive na cabeça. A execução aconteceu por volta das 2h30 e foi presenciada pela namorada de Higor, que relatou toda a cena à polícia.
Após o crime, os autores fugiram em uma BMW SUV branca em direção a Jacareí. Havia pelo menos mais uma pessoa no veículo. O carro chegou a ser localizado posteriormente, mas o principal suspeito conseguiu desaparecer e permaneceu foragido por anos.
No local do assassinato, a perícia recolheu oito estojos de munição calibre .308, reforçando a brutalidade da ação e contribuindo para o avanço das investigações.
Ricardo Adriano Ribeiro já era considerado foragido da Justiça desde 2017, quando não retornou ao sistema prisional após uma saída temporária. Desde então, passou a viver escondido, até ser localizado na Paraíba utilizando documento falso, numa tentativa de escapar da identificação.
A prisão representa um avanço importante no caso e reacende a esperança de justiça para a família de Higor, que convive há anos com a dor de uma perda marcada pela violência e pela impunidade. O trabalho da Delegacia de Homicídios de São José dos Campos agora segue para a conclusão de um caso que deixou marcas profundas na cidade.

Higor (vítima, à esq.) e Ricardo (à direita)

