Sexta-feira, Março 27, 2026
Plantão Policial

Deu ruim: ladrão tenta “negociar” celular roubado com a própria vítima e acaba preso em flagrante em shopping

Tem crime que já nasce condenado. E tem outros que, além disso, parecem roteiro de comédia, daquelas em que o sujeito faz tudo errado e ainda acha que vai sair por cima. Foi exatamente esse o cenário registrado em um shopping de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde um homem foi preso em flagrante ao tentar vender um celular roubado para a própria dona do aparelho.

A história começa meses antes, quando a vítima teve o celular levado durante uma ação criminosa ocorrida em dezembro do ano passado. Na época, ela procurou a polícia e registrou o caso na 58ª Delegacia de Polícia, em Posse, dando início às investigações. O que ela não imaginava era que o próprio autor do crime, ou alguém ligado a ele, teria a ousadia de procurá-la posteriormente para propor uma espécie de “acordo”.

Pouco tempo depois do registro da ocorrência, a mulher recebeu contato de um homem afirmando estar com o aparelho. Até aí, poderia parecer um raro caso de devolução. Mas não era. A proposta vinha com condições: o celular só seria entregue mediante pagamento em dinheiro, acompanhado de uma “recompensa”. Em outras palavras, o criminoso queria lucrar em cima do próprio furto, apostando talvez na urgência da vítima em recuperar o bem.

Só que, dessa vez, o plano encontrou alguém com mais juízo do que pressa. A mulher não aceitou negociar nas sombras e decidiu procurar novamente a polícia, que passou a acompanhar o caso de perto. A partir daí, foi montada uma estratégia que transformou o que seria uma entrega clandestina em uma armadilha bem planejada.

O encontro foi marcado em um shopping da cidade. Ambiente público, movimentado, aparentemente seguro. Para o suspeito, talvez fosse apenas mais uma “transação”. Para os policiais, era o cenário ideal para agir. Discretamente posicionados, os agentes acompanharam toda a movimentação, atentos a cada detalhe.

O homem chegou, sentou-se à mesa com a vítima e, como se estivesse participando de uma negociação comum, retirou o celular do bolso e o entregou. A mulher, ao receber o aparelho, reconheceu imediatamente que se tratava do seu bem. Foi o sinal que faltava.

Assim que a confirmação veio, os policiais entraram em ação e deram voz de prisão ao suspeito, que não teve tempo nem de reagir, muito menos de entender como aquela “negociação” tinha virado flagrante. Um segundo homem, que acompanhava a cena a poucos metros, também acabou sendo detido, levantando suspeitas de participação no esquema.

A dupla foi conduzida à delegacia, onde o principal envolvido deve responder pelo crime de extorsão. As investigações continuam para identificar se há outros participantes nesse tipo de prática, que mistura furto com tentativa de lucro posterior sobre a própria vítima.

O caso chama atenção não apenas pela ação rápida da polícia, mas pelo nível de ousadia do criminoso. Em tempos em que a tecnologia ajuda a rastrear, identificar e recuperar bens, tentar transformar um roubo em “negócio” com a própria vítima não é apenas arriscado. É praticamente um convite para a prisão.

No fim das contas, o que era para ser dinheiro fácil virou passagem direta para a delegacia. E fica o recado, daqueles que nem precisam de muito esforço para entender: se o plano envolve enganar quem já foi prejudicado, talvez o final já esteja escrito. E, nesse caso, terminou com sirene, algema e história para contar.

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