Execução diante do filho e avanço das investigações: jovens são presos por envolvimento na morte de policial civil em Angra dos Reis
Dois jovens, de 18 e 20 anos, foram presos nesta sexta-feira (20) em Angra dos Reis por envolvimento na morte do inspetor da Polícia Civil Elber Fares (foto), de 50 anos. O crime, ocorrido em agosto de 2025, chocou a região pela brutalidade e pelo fato de ter sido cometido na saída de uma igreja, na frente do filho da vítima, de apenas 10 anos.
As prisões foram realizadas em cumprimento a mandados de prisão temporária, o que indica que a investigação segue em andamento e ainda busca reunir elementos mais consistentes para o completo esclarecimento do caso. Com a detenção da dupla, já são três pessoas presas até o momento, reforçando a linha investigativa de que o homicídio não foi uma ação isolada, mas sim parte de uma articulação criminosa mais ampla.
Elber Fares, inspetor da Polícia Civil com trajetória consolidada, foi executado na noite de domingo, 31 de agosto de 2025, no bairro Balneário. Ele deixava uma igreja acompanhado do filho quando foi surpreendido pelos disparos. A ação foi rápida e precisa, sem qualquer possibilidade de defesa. Dois tiros atingiram a vítima, sendo um no abdômen e outro no pescoço.
Mesmo gravemente ferido, o policial chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e encaminhado ao Hospital Municipal da Japuíba, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade.
A forma como o crime foi executado levanta fortes indícios de que se tratou de uma ação premeditada. A hipótese de execução direcionada é considerada central nas investigações, que não descartam motivação ligada à atuação profissional do policial ou possível envolvimento de organização criminosa.
Os dois jovens presos foram conduzidos à delegacia de Angra dos Reis, onde permanecem à disposição da Justiça. Até o momento, a Polícia Civil não detalhou qual foi o papel exato de cada um na ação criminosa, nem confirmou a identidade do autor dos disparos. No entanto, os indícios apontam para participação direta ou indireta no homicídio.
Desde o crime, a investigação vem sendo tratada como prioridade. A morte de um agente de segurança pública, especialmente em circunstâncias tão violentas e simbólicas, mobilizou esforços intensivos da Polícia Civil, que segue em diligências para identificar todos os envolvidos e desarticular o possível grupo por trás da execução.
Apesar dos avanços, o caso ainda apresenta pontos em aberto. A polícia busca esclarecer quem efetuou os disparos, se houve monitoramento prévio da rotina da vítima e se o crime foi encomendado. Novas prisões não estão descartadas.
A execução do inspetor deixou marcas profundas na comunidade. O cenário do crime, envolvendo um momento religioso e a presença do filho, ampliou a comoção e reforçou a gravidade do caso. Com o avanço das investigações, cresce a expectativa por respostas definitivas e pela responsabilização de todos os envolvidos em um crime que abalou a cidade.


