Criança autista de 13 anos é agredida por jovem de 25 em Barra Mansa após desentendimentoCaso ocorreu no bairro Monte Cristo; PM foi acionada e ocorrência foi registrada como lesão corporal
Um caso de agressão contra uma criança autista mobilizou a Polícia Militar e gerou indignação em moradores de Barra Mansa (RJ). O episódio aconteceu na noite de quinta-feira (26), por volta das 20h15, no bairro Monte Cristo. Um menino de 13 anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), foi empurrado por um jovem de 25 anos após um desentendimento na rua.
De acordo com informações apuradas pela Polícia Militar, a mãe do garoto relatou que os dois estavam caminhando quando o jovem se aproximou e, após uma troca de xingamentos, empurrou o filho com força, o que fez com que o menino perdesse o equilíbrio. O motivo da discussão não foi claramente esclarecido, mas a mulher informou que o filho apresenta dificuldade de interpretação social e costuma reagir de maneira espontânea a interações verbais.
O acusado, por sua vez, alegou à PM que estava apenas passando pela rua quando foi ofendido verbalmente pelo adolescente. Disse ainda que empurrou o menino em reação ao que considerou um xingamento. A versão dele, no entanto, não foi suficiente para justificar o ato de violência contra uma criança, especialmente uma em condição de vulnerabilidade.
Após o ocorrido, a mãe levou o filho à Santa Casa de Barra Mansa, onde ambos passaram por avaliação médica. O garoto sofreu escoriações leves, mas foi liberado. Em seguida, eles se dirigiram à 90ª Delegacia de Polícia, onde prestaram depoimento. O agressor também foi conduzido à delegacia, onde a ocorrência foi registrada como lesão corporal.
Após ser ouvido, o jovem foi liberado, mas o caso segue sob investigação. A Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente deverá acompanhar o andamento da apuração, já que envolve um menor e uma possível violação de direitos.
O caso repercutiu nas redes sociais e gerou comoção entre familiares e defensores da causa autista. A comunidade cobra providências e mais empatia para com crianças neurodivergentes. “A agressão é grave, mas a indiferença social diante da condição dessas crianças é ainda mais preocupante”, comentou uma moradora do bairro.
A Prefeitura de Barra Mansa e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente foram informados sobre o ocorrido. A família da vítima estuda ingressar com medidas judiciais contra o agressor.


