IDOSA DE 84 ANOS É MORTA DURANTE ASSALTO EM PEDRALVA; SOBRINHO ACABA PRESO E POLÍCIA INVESTIGA POSSÍVEL DÍVIDA DE R$ 20 MIL
Uma idosa de 84 anos foi encontrada morta dentro de sua residência após uma invasão criminosa que também deixou outros dois idosos amarrados no bairro Pitangueiras, na zona rural de Pedralva, no Sul de Minas Gerais. A vítima, identificada como Zilda Vilas Boas, apresentava ferimentos na cabeça e não resistiu à violência sofrida durante o assalto. O crime, ocorrido na madrugada de quarta-feira (28), ganhou um desdobramento após a Polícia Civil identificar um sobrinho da vítima, de 37 anos, como suspeito de participação na ação. O homem foi preso em flagrante, enquanto outros dois investigados foram localizados na cidade de São Paulo durante uma operação conjunta entre as forças de segurança mineiras e paulistas. Uma possível dívida de R$ 20 mil também passou a ser investigada como elemento relacionado à motivação do crime.
De acordo com as informações levantadas pelas autoridades, os criminosos chegaram à residência durante a madrugada, por volta das 2h, quando três idosos estavam no imóvel. Os suspeitos teriam conseguido entrar na casa após serem atendidos pelos moradores e, em seguida, renderam as vítimas. Zilda, de 84 anos, e dois homens, de 91 e 67 anos, foram dominados e amarrados em diferentes pontos da residência. Durante a invasão, os moradores sofreram agressões, enquanto os criminosos procuravam objetos de valor e dinheiro.
A violência terminou com a morte de Zilda, que foi encontrada com uma lesão na cabeça. As circunstâncias exatas em que o ferimento foi provocado ainda dependem da conclusão dos exames periciais. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), responsável pelos procedimentos necessários para esclarecer a causa da morte. O caso passou a ser investigado como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo que resulta em morte.
Apesar da gravidade da situação, um dos idosos conseguiu escapar e pedir socorro. Segundo os relatos divulgados, o homem de 91 anos conseguiu deixar o imóvel entre 3h30 e 4h, aproximadamente uma hora e meia depois da chegada dos criminosos. Ele procurou ajuda de moradores da região, que acionaram familiares e as forças de segurança. Quando os policiais chegaram à propriedade, encontraram Zilda sem vida e iniciaram os procedimentos de atendimento aos sobreviventes e preservação do local.
O outro idoso, de 67 anos, também sofreu agressões durante o assalto e precisou de atendimento médico. Informações divulgadas pela imprensa mineira apontaram que ele foi encaminhado a uma unidade hospitalar em estado grave. Não foram apresentados boletins médicos posteriores que permitissem confirmar sua evolução clínica. O sobrevivente de 91 anos também foi atendido após o episódio, mas não havia informações detalhadas sobre eventuais ferimentos.
Inicialmente, as autoridades confirmaram que pelo menos dois aparelhos celulares haviam sido levados da residência. A possibilidade de subtração de dinheiro também passou a ser investigada, depois que moradores informaram que Zilda costumava guardar determinadas quantias em casa. Entretanto, a Polícia Civil ainda não havia divulgado um levantamento definitivo dos objetos e valores retirados do imóvel, nem confirmado quanto dinheiro os criminosos teriam encontrado durante a invasão.
Com o registro da ocorrência, equipes do 56º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais e da 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil iniciaram diligências para identificar os autores. O trabalho envolveu levantamento de informações na região, análise de imagens de câmeras de segurança e cruzamento de dados obtidos durante os primeiros depoimentos. Foi durante essa etapa que os investigadores passaram a apurar a possível participação de um familiar da vítima.
O homem de 37 anos, identificado como sobrinho de Zilda, foi localizado e preso em flagrante. Segundo a Polícia Civil, ele autorizou o acesso ao conteúdo de seu aparelho celular, e uma análise preliminar revelou conversas consideradas suspeitas pelos investigadores. Os registros passaram a ser examinados em conjunto com outras informações obtidas durante as diligências. A prisão ocorreu diante dos indícios reunidos pela polícia, mas a participação efetiva do investigado no planejamento ou na execução do assalto ainda deverá ser esclarecida.
As imagens de câmeras de segurança também passaram a integrar a investigação. Conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil, os registros mostraram o sobrinho em contato com uma mulher de 49 anos e outros homens que se tornaram alvos das apurações. A mulher identificada possui registros policiais anteriores e, segundo a corporação, tinha um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas. A Polícia Civil também solicitou sua prisão preventiva no âmbito da investigação sobre a morte de Zilda, medida que dependeria de análise judicial.
Outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi a informação sobre uma possível dívida de aproximadamente R$ 20 mil. Segundo publicação baseada em relatos atribuídos ao boletim policial, testemunhas mencionaram que o sobrinho da vítima enfrentaria uma cobrança financeira e teria conhecimento de que a idosa costumava manter dinheiro na residência. Essa circunstância passou a ser considerada como uma das possíveis linhas de investigação sobre a motivação do crime. Até o momento, entretanto, não havia confirmação de que a dívida tenha provocado o assalto ou de que o familiar tenha fornecido informações aos executores.
As diligências também identificaram informações sobre um automóvel Citroën C3 que teria circulado pelo povoado de Pitangueiras na véspera do crime. Conforme os relatos divulgados, o veículo estaria ocupado por três homens e uma mulher. A polícia busca esclarecer se essa movimentação possui ligação com a invasão da residência, quem eram os ocupantes e qual teria sido a participação de cada um nos acontecimentos. A simples identificação do automóvel na região não comprova, isoladamente, envolvimento de seus ocupantes no latrocínio.
O avanço da investigação levou as forças de segurança de Minas Gerais a compartilhar informações com policiais de São Paulo. A atuação integrada permitiu a localização e prisão de outros dois suspeitos na capital paulista. Dessa forma, o balanço inicialmente confirmado pelas autoridades chegou a três pessoas presas, sendo uma em Pedralva e duas na cidade de São Paulo. Uma atualização publicada posteriormente mencionou uma quarta prisão, mas não havia confirmação oficial suficiente para esclarecer a diferença entre os números divulgados.
Durante as ações policiais, foram apreendidos R$ 5 mil em dinheiro, um telefone celular pertencente a uma das vítimas e um documento possivelmente relacionado a um dos moradores da residência. Os materiais foram recolhidos e passaram a integrar a investigação. A polícia ainda não havia informado se a quantia apreendida corresponde a dinheiro retirado da casa de Zilda, nem esclarecido a origem dos valores encontrados com os suspeitos.
Após a prisão, o sobrinho da vítima foi encaminhado ao Presídio de Itajubá. A Polícia Civil informou que não houve arbitramento de fiança e que representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva. A medida depende de decisão judicial, e não havia confirmação pública sobre o resultado dessa solicitação. Em relação à mulher de 49 anos investigada, a autoridade policial também apresentou pedido de prisão preventiva, cujo cumprimento no contexto específico do latrocínio ainda não estava esclarecido.
A investigação segue concentrada na reconstrução da invasão, na identificação de todos os participantes e no esclarecimento das circunstâncias que provocaram a morte de Zilda Vilas Boas. A Polícia Civil também deverá apurar a relação entre os suspeitos, a movimentação do veículo mencionado nas diligências, a origem do dinheiro apreendido e a possível existência de informações privilegiadas sobre os hábitos da vítima.
Até as últimas informações divulgadas pelas forças de segurança, três suspeitos tinham prisões confirmadas em decorrência das diligências realizadas em Minas Gerais e São Paulo. O sobrinho de Zilda permanecia entre os investigados, enquanto os policiais trabalhavam para esclarecer a participação individual dos envolvidos e verificar a possível relação entre a cobrança de R$ 20 mil e o assalto que terminou com a morte da idosa.


