AOS 13 ANOS, ADOLESCENTE É FLAGRADO PREPARANDO DROGAS COM JOVEM DE 18 EM QUELUZ; COCAÍNA SERIA VENDIDA EM AREIAS POR R$ 5 O PINO
Uma denúncia anônima sobre a invasão de um imóvel levou a Polícia Civil a descobrir uma suspeita de preparação de drogas para comercialização no bairro Santo Cruzeiro, em Queluz, no Vale Histórico paulista. A ocorrência foi registrada na terça-feira (27) e terminou com a prisão em flagrante de um jovem de 18 anos e a apreensão de um adolescente de apenas 13 anos. Segundo a investigação, os dois foram encontrados manipulando substâncias semelhantes à cocaína e organizando porções que seriam destinadas à venda. Um dos detalhes que chamou a atenção dos investigadores foi a informação de que os entorpecentes poderiam ser comercializados no bairro Morro do Rocio, no município vizinho de Areias, com unidades oferecidas por R$ 5.
A ação teve início após a Polícia Civil receber uma denúncia informando que pessoas possivelmente ligadas ao tráfico de drogas haviam invadido uma propriedade no bairro Santo Cruzeiro. Os investigadores se deslocaram até o endereço indicado e conversaram com o avô do adolescente, que relatou a entrada de pessoas desconhecidas pelos fundos do terreno durante a madrugada. Diante das informações recebidas, os policiais realizaram uma verificação no imóvel e localizaram o jovem de 18 anos e o adolescente de 13 anos em uma situação que, segundo o registro policial, indicava a preparação de entorpecentes.
Durante a abordagem, os agentes encontraram 70 pinos contendo uma substância com características semelhantes às da cocaína, além de outras três embalagens com material suspeito. Também foram apreendidos um pote com substância branca, uma peneira, um prato, uma faca, 24 embalagens vazias e um aparelho celular. Para os investigadores, a presença dos recipientes e dos objetos utilizados na manipulação dos materiais reforçou a suspeita de que o imóvel estava sendo utilizado para preparar pequenas porções destinadas à comercialização.
Os materiais foram recolhidos para os procedimentos de investigação. Conforme o boletim de ocorrência, as substâncias chegaram a ser pesadas com uma balança não aferida, circunstância que impede considerar o resultado como uma medição pericial definitiva. A confirmação da composição e da quantidade exata dos entorpecentes depende dos exames técnicos correspondentes. Até as informações divulgadas, não havia resultado laboratorial conclusivo sobre todos os materiais apreendidos.
Durante os procedimentos policiais, o jovem de 18 anos teria afirmado que os pinos estavam sendo preparados para comercialização pelo valor de R$ 5 cada. Apesar dessa informação registrada pela polícia, ele negou envolvimento com o tráfico de drogas e declarou ser usuário. As afirmações passaram a integrar a investigação, juntamente com os materiais encontrados e as circunstâncias da abordagem.
O adolescente de 13 anos, por sua vez, optou por permanecer em silêncio durante o depoimento formal. Segundo o boletim de ocorrência, os policiais relataram que, em uma conversa informal, ele teria mencionado que as drogas estavam sendo preparadas para venda no bairro conhecido como Morro do Rocio, em Areias. A informação levantou a possibilidade de que o material encontrado em Queluz tivesse como destino o comércio ilegal de entorpecentes no município vizinho. Entretanto, essa suposta ligação ainda depende de apuração e não deve ser tratada como fato definitivamente comprovado.
A participação de um adolescente de apenas 13 anos é um dos aspectos centrais da ocorrência. Pela legislação brasileira, menores de 18 anos são inimputáveis penalmente e, quando há suspeita da prática de condutas descritas como crimes, ficam sujeitos aos procedimentos específicos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. No caso registrado em Queluz, a Polícia Civil atribuiu ao menor suspeitas de atos infracionais relacionados ao tráfico de drogas e à associação criminosa.
Em relação ao jovem de 18 anos, a autoridade policial registrou suspeitas de tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção de menores, associação criminosa e participação em organização criminosa. Essas classificações fazem parte da apuração inicial e não representam condenação ou confirmação judicial de responsabilidade por todos os delitos mencionados. A investigação deverá reunir e analisar os elementos necessários para esclarecer a atuação de cada envolvido e as circunstâncias em que os materiais foram encontrados.
Após a prisão em flagrante, a Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão do jovem de 18 anos em preventiva. Conforme as informações do registro, ele seria encaminhado ao Centro de Triagem de Cruzeiro, onde permaneceria à disposição das autoridades competentes. Até as informações disponíveis, não havia confirmação pública de uma decisão judicial posterior sobre o pedido de prisão preventiva.
Quanto ao adolescente de 13 anos, a autoridade policial solicitou a manutenção de sua apreensão, com previsão de encaminhamento à Fundação CASA, observados os procedimentos legais aplicáveis à sua idade. A definição sobre eventual medida socioeducativa cabe à Justiça da Infância e Juventude, mediante análise das circunstâncias e dos elementos apresentados no caso.
A ocorrência permanece relacionada à investigação sobre a preparação e a possível comercialização de drogas no bairro Santo Cruzeiro, em Queluz, e à informação de que as porções poderiam ser destinadas ao Morro do Rocio, em Areias. Os materiais apreendidos e as declarações registradas deverão ser considerados na apuração policial, enquanto os procedimentos judiciais definirão a situação do adulto e do adolescente envolvidos.


