VEREADORA DO PT LEVA PEDRADA NO ROSTO, FICA ENSANGUENTADA E É SOCORRIDA DURANTE CONFUSÃO ENTRE APOIADORES DE LULA E FLÁVIO BOLSONARO EM MINAS GERAIS
Uma carreata de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou em violência, com uma vereadora ferida no rosto, manifestantes denunciando agressões e imagens de pedras e garrafas sendo arremessadas contra um carro de som. O episódio aconteceu na noite de sábado (24), na avenida Sanitária, em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. A vereadora Iara Pimentel (PT) foi atingida por uma pedra no rosto, ficou ensanguentada e precisou ser retirada do veículo para receber atendimento médico. A confusão ocorreu em um trecho onde também estavam reunidos apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial.
O ataque aconteceu nos momentos finais da manifestação favorável ao presidente. Imagens que passaram a circular nas redes sociais mostram um grupo de homens arremessando pedras, garrafas e outros objetos na direção dos participantes que estavam sobre o caminhão de som. Alguns dos envolvidos nas imagens aparecem usando roupas verdes e amarelas. Os registros também mostram Iara Pimentel com o rosto ensanguentado, sendo amparada por pessoas que participavam do ato. A parlamentar aparentava estar desacordada em parte das imagens, mas não houve confirmação médica de perda de consciência.
A situação exigiu o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A vereadora precisou ser carregada do carro de som até uma ambulância, onde recebeu os primeiros cuidados. Em seguida, foi encaminhada à Santa Casa de Montes Claros, passou por avaliação médica, recebeu medicação e foi submetida a exames. Segundo informações divulgadas neste domingo (25), a parlamentar recebeu alta hospitalar após o atendimento. Não foram divulgados detalhes sobre a gravidade exata da lesão ou a necessidade de acompanhamento médico posterior.
O vereador Daniel Dias (PCdoB), que também participava da manifestação, relatou que a violência começou após uma tentativa de negociação para permitir a passagem do caminhão de som por um trecho da avenida ocupado por apoiadores de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, os organizadores buscaram uma solução por meio do diálogo, mas foram surpreendidos por agressões dirigidas tanto às pessoas que estavam na rua quanto àquelas que ocupavam o veículo.
Ainda conforme Daniel Dias, as agressões teriam continuado mesmo depois de a polícia ser acionada. O parlamentar afirmou que a tentativa de atravessar o local terminou com participantes sendo atingidos por objetos e com a necessidade de atendimento à vereadora. O relato, entretanto, representa a versão apresentada por um dos participantes da manifestação, e as circunstâncias completas do confronto ainda dependem de esclarecimento pelas autoridades.
O deputado federal Paulo Guedes (PT) também se manifestou sobre o episódio e denunciou que a violência não ficou restrita ao carro de som. Segundo ele, pessoas que acompanhavam a carreata em motocicletas teriam sido agredidas com chutes e golpes durante a confusão. O parlamentar condenou os ataques e cobrou uma apuração rigorosa para identificar os responsáveis e esclarecer a participação de cada envolvido.
Em nota, a assessoria de Iara Pimentel repudiou o episódio e afirmou que divergências políticas não justificam agressões físicas contra pessoas que participam de manifestações. A equipe da vereadora também relatou que objetos como garrafas de vidro e tijolos foram lançados contra o carro de som. As imagens divulgadas ajudam a documentar a violência, mas não permitem, por si só, determinar a identidade de todos os autores ou estabelecer responsabilidades individuais.
Até as informações disponíveis na manhã deste domingo (25), não havia confirmação oficial de prisões relacionadas ao ataque. Também não havia sido divulgada uma conclusão policial sobre quem arremessou a pedra que atingiu a vereadora. Embora a confusão tenha ocorrido em um local onde estavam presentes manifestantes de posições políticas opostas, a identificação dos agressores e a apuração das responsabilidades dependem da investigação.
O episódio ocorreu na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, em um momento de intensa mobilização política no país. A vereadora Iara Pimentel deixou o hospital após receber atendimento, enquanto permaneciam sem esclarecimento oficial a autoria do ataque e as circunstâncias que levaram à violência registrada na avenida Sanitária.


