Quarta-feira, Outubro 21, 2026
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GELADEIRA COM “DRY” E “ICE”, ESTUFA E MAIS DE 15 KG DE MACONHA: POLÍCIA ESTOURA CASA BOMBA EM CAMPOS DO JORDÃO


Uma operação da Polícia Civil terminou com uma mulher presa e mais de 15 quilos de drogas apreendidos no bairro Céu Azul, em Campos do Jordão. A ação aconteceu nesta terça-feira, 20 de outubro, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados a uma investigação sobre armazenamento, distribuição e entrega de entorpecentes no município.

Segundo a Polícia Civil, a suspeita já vinha sendo investigada por possível envolvimento no abastecimento de pontos de venda de drogas e também pela realização de entregas na modalidade delivery. A apuração indicava que o imóvel poderia ser utilizado como local de armazenamento e preparação dos entorpecentes antes da distribuição.

Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores chegaram a um dos endereços relacionados à suspeita e perceberam um forte odor de maconha. A mulher foi abordada e, a partir daí, os policiais deram início às buscas no interior da residência.

No imóvel, os agentes encontraram mais de 15 quilos de maconha. A quantidade chamou a atenção dos investigadores e reforçou a linha de apuração de que o local não estaria sendo utilizado apenas para consumo, mas para armazenamento de material em maior escala.

As buscas revelaram ainda outras substâncias derivadas de cannabis. Dentro de uma geladeira, os policiais localizaram materiais identificados preliminarmente como “dry” e “ice”, produtos concentrados derivados da planta. A quantidade específica dessas substâncias não foi divulgada.

No piso superior da residência, os agentes encontraram uma estufa com seis pés de maconha. A estrutura chamou a atenção por indicar que, além do armazenamento de drogas já preparadas, também havia cultivo de cannabis no local.

Os policiais apreenderam ainda balanças de precisão, materiais utilizados para acondicionamento das drogas, anotações e quatro aparelhos celulares. Todo o material deverá ser analisado no decorrer da investigação.

Segundo a Polícia Civil, o imóvel funcionava como uma espécie de “casa bomba”, termo utilizado pelas forças de segurança para definir locais usados para guardar, preparar, fracionar e distribuir grandes quantidades de entorpecentes.

A investigação trabalha com a hipótese de que a residência fazia parte de uma estrutura responsável pelo abastecimento de pontos de venda em Campos do Jordão. A suspeita também seria responsável, segundo a apuração policial, por realizar entregas diretas de drogas para compradores.

Outro dado relevante surgiu durante a própria ocorrência. Conforme informação atribuída à investigada, ela teria relatado que recebia aproximadamente R$ 1 mil por mês para armazenar os entorpecentes na residência.

Ainda segundo a versão atribuída a ela, além do valor mensal, haveria pagamento de comissão pelas vendas realizadas. Essa declaração será confrontada com os demais elementos reunidos durante a operação.

Os quatro celulares apreendidos poderão ter papel importante nessa etapa da investigação. A Polícia Civil deverá analisar os aparelhos para verificar contatos, mensagens, possíveis pedidos de entrega, movimentação de compradores e eventual comunicação com outras pessoas envolvidas na distribuição.

As anotações encontradas também serão examinadas. Dependendo do conteúdo, elas poderão ajudar os investigadores a entender a movimentação do material, identificar possíveis clientes, fornecedores ou outros pontos de comercialização.

Um segundo indivíduo estava no imóvel durante a chegada dos policiais e também foi conduzido à delegacia. Até a última atualização disponível, entretanto, não havia confirmação de prisão em flagrante dessa segunda pessoa, que permanece sendo investigada.

A mulher apontada como principal investigada foi detida durante a ação e encaminhada para a unidade policial. A ocorrência passou pelos procedimentos de polícia judiciária e o material recolhido foi apreendido.

A Polícia Civil agora busca esclarecer de onde vieram os mais de 15 quilos de maconha encontrados na residência, quem abastecia o imóvel e quais seriam os locais de destino dos entorpecentes.

A origem do “dry” e do “ice” também deverá ser apurada. Os dois produtos são derivados concentrados de cannabis e, de acordo com a polícia, faziam parte do material encontrado na residência.

A estrutura com seis pés de maconha amplia a investigação para o possível cultivo da planta no próprio endereço. Além dos pés de cannabis, a estufa e os demais equipamentos deverão passar por análise durante o inquérito.

Até o momento, a Polícia Civil não divulgou o peso individual das substâncias identificadas como “dry” e “ice”, nem informou eventual valor estimado dos entorpecentes apreendidos.

Também não foram divulgados o nome, a idade ou outros dados pessoais da investigada.

A operação representa mais uma etapa das investigações relacionadas ao tráfico em Campos do Jordão e poderá ter novos desdobramentos a partir da análise dos celulares, das anotações e dos demais objetos recolhidos.

A Polícia Civil também deverá apurar se existiam outras pessoas responsáveis pela guarda das drogas, pelo transporte, pelo fornecimento do material ou pelas entregas realizadas na cidade.

O caso permanece sob investigação e novas diligências poderão ser realizadas conforme os policiais avancem na análise das provas encontradas no imóvel.

A ação no bairro Céu Azul terminou, até o momento, com mais de 15 quilos de maconha apreendidos, derivados concentrados de cannabis encontrados dentro de uma geladeira, seis pés de maconha localizados em uma estufa, quatro celulares recolhidos, balanças de precisão apreendidas e uma mulher presa.

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