Segunda-feira, Outubro 19, 2026
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SUMIÇO EM SÉRIE: VALE JÁ TEM MAIS DE 1,1 MIL HIDRÔMETROS FURTADOS EM 2026 E TAUBATÉ LIDERA CASOS


O furto de hidrômetros virou um problema de grande proporção no Vale do Paraíba em 2026. Entre janeiro e setembro, foram registrados 1.164 casos nos municípios atendidos pela Sabesp na região. Taubaté aparece no topo do levantamento, com 450 ocorrências, seguida por São José dos Campos, com 404, e Caçapava, com 129. Juntas, as três cidades concentram a maior parte dos registros contabilizados no período.

Os números mostram que, em apenas nove meses, o Vale já alcançou mais de 80% de todo o volume registrado em 2025, quando foram contabilizados 1.404 furtos ao longo do ano inteiro. A sequência de ocorrências chama atenção não apenas pelo prejuízo material, mas também pelos transtornos causados aos moradores atingidos.

Em Taubaté, o volume é o maior da região. Com 450 furtos entre janeiro e setembro, a cidade registra uma média superior a 50 hidrômetros levados por mês. O dado coloca o município na liderança regional e mostra a frequência com que esse tipo de crime vem ocorrendo.

São José dos Campos aparece logo atrás, com 404 casos no mesmo período. Apesar do número elevado, houve queda em comparação com os primeiros nove meses de 2025, quando a cidade registrou 506 ocorrências.

Em Caçapava, o cenário é de crescimento. Foram 129 furtos entre janeiro e setembro deste ano, contra 89 no mesmo intervalo de 2025. A alta foi de 44,9%. O número atual também já supera todo o total registrado na cidade durante o ano passado, quando foram contabilizados 103 casos.

O furto do hidrômetro pode provocar consequências imediatas. Sem o aparelho, o imóvel pode sofrer vazamentos, desperdício de água e até interrupção temporária no abastecimento. Além disso, o morador precisa procurar a polícia e comunicar a Sabesp para que um novo equipamento seja instalado.

A orientação é que a vítima registre um boletim de ocorrência. Com o documento apresentado à companhia, a reposição do hidrômetro é feita sem cobrança. Sem o registro, o cliente poderá ter de arcar com o custo do novo equipamento.

Enquanto a residência permanece sem hidrômetro, a conta de água é calculada com base na média de consumo anterior. Depois da instalação do novo aparelho, a cobrança volta a considerar o consumo efetivamente medido.

A Sabesp informa que o prazo regulatório para substituição é de até 48 horas, embora a companhia afirme que, em muitos casos, consegue realizar o serviço em prazo menor.

Como medida preventiva, a empresa recomenda que moradores instalem grades de proteção em abrigos de alvenaria e, quando possível, adotem a chamada Caixa UMA, desenvolvida para proteger o conjunto de medição.

A recomendação também é que moradores acionem a Polícia Militar pelo telefone 190 quando identificarem uma ocorrência em andamento ou movimentação suspeita. Imagens de câmeras de segurança podem ajudar na identificação dos autores e no avanço das investigações.

Outro ponto que chama atenção é a concentração dos casos em poucas cidades. Taubaté, São José dos Campos e Caçapava somam 983 ocorrências entre janeiro e setembro, o equivalente a aproximadamente 84% de todos os furtos de hidrômetros registrados na região nesse período.

O avanço em Caçapava contrasta com a queda observada em São José dos Campos, enquanto Taubaté mantém o maior número absoluto de ocorrências. O comportamento diferente entre os municípios reforça que o problema varia de intensidade ao longo da região.

A Sabesp também vem ampliando o uso de hidrômetros inteligentes em algumas cidades, como São José dos Campos. Os novos equipamentos permitem acompanhamento de consumo por meios digitais e fazem parte de um processo de modernização da medição de água.

Mesmo com ações preventivas e mudanças tecnológicas, os números de 2026 mostram que o furto de hidrômetros continua sendo um problema recorrente no Vale do Paraíba. O balanço dos nove primeiros meses já aproxima a região do total registrado durante todo o ano passado.

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