Sexta-feira, Outubro 16, 2026
Cidades

TROCOU DE ROUPA E VOLTOU PARA MATAR, APONTA POLÍCIA: SUSPEITO É PRESO POR HOMICÍDIO EM BAILE FUNK DE CARAGUATATUBA


Um homem de 25 anos foi preso pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira, 16 de outubro, em Caraguatatuba, suspeito de envolvimento no assassinato de um jovem de 20 anos durante um baile funk realizado no fim de agosto. O investigado foi localizado em uma residência no bairro Perequê-Mirim durante o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos no curso da investigação. Outros dois suspeitos procurados pela polícia não foram encontrados nos endereços relacionados à operação e são considerados foragidos. A prisão representa um novo avanço na apuração de um crime que ocorreu diante de diversas pessoas e que, segundo a Polícia Civil, teria sido antecedido por discussões entre a vítima e um dos investigados.

A vítima foi identificada pelas iniciais R.W.S.L., de 20 anos, e o homicídio aconteceu na madrugada de 30 de agosto de 2026, durante um baile funk realizado em uma chácara localizada na Estrada do Caminho Grande, em Caraguatatuba. De acordo com a investigação, a vítima e um dos suspeitos teriam se envolvido em sucessivos desentendimentos ao longo da festa. A polícia apura que, depois de uma dessas discussões, um dos investigados deixou o evento, recebeu ajuda de um comparsa para trocar de roupa e retornou posteriormente ao local. Para os investigadores, essa troca teria sido feita com a intenção de dificultar o reconhecimento por parte de testemunhas e de outras pessoas que estavam no baile.

Ainda segundo a linha de investigação apresentada pela Polícia Civil, um terceiro integrante do grupo teria participado da ação ao auxiliar na localização da vítima antes do ataque. Depois disso, o suspeito apontado como responsável pelos disparos teria se aproximado de R.W.S.L. e efetuado diversos tiros. O jovem foi atingido principalmente na região da cabeça e também apresentava ferimentos em outras partes do corpo. Equipes de emergência foram acionadas, mas a vítima não resistiu e teve a morte constatada ainda no local.

Após o crime, os envolvidos deixaram a área e passaram a ser procurados. A Polícia Civil iniciou então um trabalho para identificar todos os participantes e reconstruir os passos dos suspeitos antes, durante e depois do homicídio. A investigação passou a reunir depoimentos, informações obtidas em diligências, possíveis registros telefônicos e outros elementos considerados relevantes para esclarecer a dinâmica da execução e o papel de cada investigado.

O avanço das apurações resultou na identificação de três suspeitos e na expedição de mandados judiciais. Nesta sexta-feira, os policiais realizaram uma operação para localizar os investigados e cumprir também mandados de busca e apreensão. Um deles, identificado pelas iniciais L.V.A.L., de 25 anos, foi encontrado em uma residência no bairro Perequê-Mirim e acabou preso.

Durante as buscas no imóvel, os policiais apreenderam dois aparelhos celulares. Os dispositivos deverão ser analisados dentro dos procedimentos legais e podem ajudar a esclarecer contatos, conversas, deslocamentos e possíveis comunicações relacionadas ao homicídio. A investigação também deverá verificar se os aparelhos contêm informações que indiquem contato entre os suspeitos antes ou depois do crime.

Segundo as informações divulgadas, o homem preso possui registros criminais anteriores por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Esses antecedentes passam a compor o histórico do investigado, mas não representam condenação automática pelo homicídio de agosto, que ainda está sendo apurado e dependerá do andamento do processo judicial.

Os outros dois investigados não foram encontrados durante as diligências desta sexta-feira. As equipes estiveram em endereços relacionados a eles, mas ambos permaneceram desaparecidos e passaram a ser considerados foragidos. A Polícia Civil continua realizando buscas para localizá-los.

A ausência de dois suspeitos mantém parte importante do caso em aberto. A investigação ainda busca esclarecer qual foi exatamente a participação individual de cada um, quem teria auxiliado diretamente o autor dos disparos, quem teria contribuído para a fuga e se houve planejamento prévio do crime.

Outro elemento que dificultou o trabalho inicial dos investigadores foi a informação de que câmeras existentes no espaço onde acontecia o baile estariam desligadas no momento do homicídio. Caso essa informação seja confirmada nos autos, a falta de registros em vídeo aumenta a importância de testemunhos, dados telefônicos, perícias e outros elementos técnicos para reconstruir a sequência dos acontecimentos.

A Polícia Civil também deverá aprofundar a apuração sobre a troca de roupas mencionada durante a investigação. A suspeita é de que a mudança tenha sido utilizada para dificultar a identificação do autor após as discussões ocorridas durante a festa. Esse ponto, se comprovado, poderá ser considerado na análise sobre eventual planejamento ou tentativa de ocultação da autoria.

A arma utilizada no homicídio ainda não foi localizada, conforme as informações disponíveis até o momento. A identificação e apreensão do armamento são consideradas relevantes porque uma perícia balística poderia fornecer novos elementos para a investigação e permitir comparação com outros registros policiais, caso isso seja necessário.

A motivação completa do crime também ainda precisa ser esclarecida. Embora a polícia tenha identificado discussões entre vítima e suspeito antes dos disparos, ainda não foi divulgado se houve algum outro conflito anterior ou se o homicídio foi motivado exclusivamente pelos desentendimentos ocorridos durante o baile.

O caso é tratado como homicídio qualificado, e a Polícia Civil segue reunindo elementos para sustentar a investigação e definir a participação de cada suspeito. A prisão realizada nesta sexta-feira representa uma etapa importante, mas não encerra a apuração.

Após ser localizado, L.V.A.L. foi conduzido para os procedimentos legais, passou por exame de corpo de delito e permaneceu à disposição da Justiça. Os celulares apreendidos serão incorporados ao inquérito e poderão contribuir para esclarecer pontos ainda pendentes.

A Polícia Civil continua em diligências para localizar os dois foragidos e poderá solicitar novas medidas judiciais caso surjam outros nomes ou novas evidências. A investigação também deverá verificar se houve ajuda de terceiros na fuga ou ocultação dos suspeitos.

Até o momento, os nomes completos dos envolvidos não foram divulgados publicamente. A apuração segue concentrada na identificação de todos os participantes, na localização dos foragidos, na busca pela arma utilizada e na reconstrução detalhada da sequência que terminou com a morte do jovem de 20 anos.

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