Quinta-feira, Outubro 15, 2026
Plantão Policial

CERCO AO CRIME EM ITAJUBÁ: QUATRO SÃO PRESOS POR SUSPEITA DE ENVOLVIMENTO NA MORTE DE ALLAN; POLÍCIA APREENDE 350 MUNIÇÕES


Uma operação da Polícia Civil realizada em Itajubá, no Sul de Minas, terminou com quatro homens presos por suspeita de envolvimento no assassinato de Allan Diego de Souza Morais, de 37 anos, morto a tiros em dezembro de 2025. Os investigados têm 24, 26, 37 e 38 anos e foram alcançados após o avanço das investigações que tentam esclarecer quem participou do homicídio, como o crime foi planejado e qual teria sido a função de cada envolvido na ação.

A operação cumpriu mandados de prisão temporária, busca e apreensão e resultou ainda na apreensão de aproximadamente 350 munições de diferentes calibres, além de uma pistola calibre .380. O material foi recolhido e deverá passar por análise para que a Polícia Civil verifique se a arma e as munições possuem relação direta com a morte de Allan ou com outros crimes investigados na região.

O homicídio aconteceu na noite de 11 de dezembro de 2025, no bairro Vila Rubens, em Itajubá. Allan estava em frente ao bar da família quando foi surpreendido por dois ocupantes de uma motocicleta. A dinâmica apontada pelas investigações indica que a aproximação foi rápida e direcionada.

Segundo as informações divulgadas na época, o passageiro da motocicleta desceu do veículo, se aproximou da vítima e efetuou disparos. Allan foi atingido na região da cabeça e morreu no local.

O autor dos tiros foi apontado como sendo um adolescente de 17 anos, que acabou apreendido pouco tempo depois. O celular dele também foi recolhido pelas autoridades e passou a fazer parte do conjunto de elementos analisados durante a investigação.

Mesmo com a apreensão do adolescente, o caso não foi considerado totalmente esclarecido. A Polícia Civil passou a buscar respostas sobre quem conduzia a motocicleta, quem teria participado da preparação da ação e se outras pessoas teriam fornecido apoio logístico ou contribuído de alguma forma para que o crime fosse executado.

Uma das linhas levantadas no início da investigação envolvia um relacionamento entre o adolescente e a enteada de Allan. A vítima não aceitaria o namoro e já teria ocorrido um conflito anterior entre os dois. Essa versão, porém, apareceu inicialmente como uma possível motivação e não deve ser apresentada como causa definitivamente comprovada do homicídio.

Com o passar dos meses, os investigadores ampliaram a apuração e reuniram novos elementos. A partir desses dados, a Polícia Civil representou pela adoção de novas medidas judiciais.

A Justiça autorizou então os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra os quatro investigados. As ordens foram cumpridas durante a operação e todos os suspeitos acabaram detidos.

As identidades dos quatro homens não foram divulgadas nas informações disponíveis. Também não foi detalhado publicamente qual seria a função atribuída individualmente a cada um deles dentro da dinâmica do crime.

Esse é um dos principais pontos que ainda deverão ser esclarecidos. A investigação busca estabelecer se algum dos presos teria pilotado a motocicleta usada na ação, fornecido arma, auxiliado na fuga, repassado informações ou participado do planejamento.

Até o momento, nenhuma dessas funções foi atribuída publicamente de forma individualizada aos quatro suspeitos.

A apreensão de aproximadamente 350 munições também passou a ser um ponto importante dentro da investigação. A quantidade chamou atenção e abriu a necessidade de verificar a origem do material, sua destinação e se existe relação com outras ocorrências policiais.

A pistola calibre .380 apreendida durante as buscas também será analisada. A perícia deverá verificar suas características e eventual conexão com fatos investigados.

A Polícia Civil não informou, até agora, que a arma apreendida tenha sido confirmada como a utilizada na morte de Allan. Essa possível relação dependerá do resultado das análises periciais e da comparação com os elementos já reunidos no inquérito.

Além de esclarecer o homicídio, os investigadores apuram se os quatro homens presos podem ter participação em outros crimes registrados na região.

Essa possibilidade ainda está sob investigação, e não foram divulgados detalhes sobre quais ocorrências estariam sendo analisadas ou se existem outros procedimentos diretamente relacionados aos suspeitos.

Os quatro homens foram encaminhados ao Presídio de Itajubá e permanecem à disposição da Justiça. Como as prisões são temporárias, elas têm caráter investigativo e não representam condenação definitiva.

Durante esse período, a Polícia Civil deverá aprofundar os interrogatórios, cruzar informações, analisar materiais apreendidos e verificar possíveis ligações entre os investigados.

O telefone celular apreendido com o adolescente logo após o crime também pode contribuir para esse cruzamento de informações. Registros de chamadas, mensagens e outros dados poderão ser considerados dentro dos limites autorizados judicialmente.

O objetivo agora é reconstruir toda a cadeia de acontecimentos que antecedeu o assassinato, desde a preparação até a execução e a fuga.

Outro ponto que ainda precisa ser esclarecido é a origem da motocicleta usada no homicídio e quem efetivamente conduzia o veículo no momento dos disparos.

Desde dezembro de 2025, esse aspecto permaneceu entre as principais perguntas do caso.

A investigação também deverá confrontar depoimentos prestados ao longo dos últimos meses com os materiais recolhidos nesta nova fase.

A prisão dos quatro suspeitos representa uma nova etapa da apuração, mas não significa que o caso esteja encerrado. A própria Polícia Civil informou que continua trabalhando para identificar eventual participação de outras pessoas.

Se novos elementos surgirem, outras medidas judiciais ainda poderão ser solicitadas.

O homicídio de Allan chamou atenção em Itajubá pela forma como ocorreu, com dois homens chegando de motocicleta e a vítima sendo atacada em frente a um estabelecimento ligado à família.

A rapidez da ação e a fuga logo após os disparos dificultaram, inicialmente, a identificação de todos os possíveis participantes.

Com as prisões temporárias e a apreensão de arma e grande quantidade de munições, a investigação entra agora em uma fase considerada decisiva para tentar esclarecer quem participou diretamente do crime e se houve planejamento prévio.

O caso continua sob responsabilidade da Polícia Civil, que deverá encaminhar ao Judiciário os resultados das novas diligências e perícias.

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