Quarta-feira, Outubro 14, 2026
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CAIXA FECHADA, AVES AMARRADAS E ARMA COM NUMERAÇÃO RASPADA: QUATRO HOMENS SÃO PRESOS COM ARARAS-CANINDÉ EM UBATUBA


Uma abordagem realizada na madrugada desta quarta-feira, 14 de outubro, terminou com quatro homens presos, três araras-canindé resgatadas e a apreensão de uma arma de fogo no bairro Camburi, em Ubatuba. Segundo a Polícia Militar Ambiental, o grupo é suspeito de envolvimento com tráfico de animais silvestres e teria saído do Rio de Janeiro com o objetivo de vender as aves no Litoral Norte de São Paulo.

A ocorrência foi atendida por uma equipe do Grupo Especial de Patrulhamento Ambiental em Áreas de Risco, o GEPAAR, durante patrulhamento pela região norte da cidade. Os policiais avistaram cinco pessoas próximas a dois veículos e, de acordo com o registro da ocorrência, alguns dos envolvidos teriam jogado objetos em direção à mata ao perceberem a aproximação da viatura.

A atitude chamou a atenção dos agentes, que decidiram realizar a abordagem e iniciar buscas nas proximidades. Durante a ação, os policiais localizaram um revólver calibre .32 com a numeração raspada e também um simulacro de arma de fogo.

Na sequência, uma vistoria feita em um dos veículos revelou a situação das três araras-canindé. As aves estavam dentro de uma caixa de papelão fechada, sem água e sem alimento. Segundo a Polícia Militar Ambiental, elas também estavam amarradas com linhas de costura, situação que aumentou a preocupação dos agentes com as condições de transporte.

As aves foram retiradas imediatamente da caixa e resgatadas. O estado em que eram mantidas passou a integrar a apuração, especialmente porque animais silvestres exigem transporte e manejo específicos e não podem ser comercializados irregularmente.

Ainda segundo a Polícia Militar Ambiental, os envolvidos disseram que haviam deixado o Rio de Janeiro e seguido até Ubatuba com a intenção de vender as araras. A informação foi registrada na ocorrência e reforçou a suspeita de tráfico de animais silvestres.

A situação dos quatro homens foi analisada na delegacia, onde outros antecedentes também vieram à tona. Um dos suspeitos possuía mandado de prisão em aberto por associação ao tráfico. Outro, conforme as informações divulgadas pela polícia, já havia sido preso três vezes anteriormente no estado do Rio de Janeiro por envolvimento com tráfico de animais silvestres.

Os quatro homens permaneceram presos após a apresentação da ocorrência. Apesar de cinco pessoas terem sido inicialmente avistadas próximas aos dois veículos, as informações divulgadas não esclarecem detalhadamente a situação da quinta pessoa, razão pela qual não é possível afirmar sua participação ou eventual liberação.

Além das prisões, a ocorrência resultou em autuações ambientais que, somadas, chegaram a R$ 105 mil. As penalidades foram aplicadas em razão das irregularidades constatadas durante a fiscalização.

As três araras-canindé ficaram sob responsabilidade dos órgãos competentes para os procedimentos de proteção e destinação adequada. O informe oficial não detalha o local exato para onde as aves foram levadas após o resgate.

A apreensão do revólver com numeração raspada também passou a integrar a investigação. A origem da arma, a eventual utilização em outros crimes e a responsabilidade de cada um dos envolvidos ainda deverão ser esclarecidas no andamento do caso.

A ocorrência chama atenção pela combinação de diferentes elementos: transporte irregular de animais silvestres, condições inadequadas para as aves, suspeita de comercialização, presença de arma de fogo e antecedentes atribuídos a integrantes do grupo.

A arara-canindé é uma espécie silvestre brasileira e sua captura, transporte ou comercialização sem autorização pode configurar crime ambiental. A legislação prevê punições para quem mantém ou negocia exemplares da fauna silvestre de forma irregular.

A Polícia Militar Ambiental reforça constantemente que denúncias relacionadas à captura, comércio e manutenção irregular de animais podem ajudar na identificação de redes de tráfico e na retirada de espécies de situações de risco.

No caso de Ubatuba, a abordagem no Camburi interrompeu o transporte das três aves e terminou com os quatro suspeitos levados para a delegacia, além da apreensão da arma e do simulacro encontrados durante a ação.

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