Sexta-feira, Outubro 9, 2026
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R$ 2 MILHÕES EM ANDAIMES RECUPERADOS: OPERAÇÃO LEGO AVANÇA E POLÍCIA INVESTIGA POSSÍVEL ESQUEMA MILIONÁRIO NO VALE


A Polícia Civil avançou nas investigações da Operação Lego e recuperou mais aproximadamente R$ 2 milhões em andaimes durante a segunda fase da ação, deflagrada na quinta-feira, 8 de outubro. A operação é conduzida pelo 3º Distrito Policial de São José dos Campos e apura um possível esquema envolvendo empresas que teriam obtido grandes quantidades de equipamentos por meio de negociações comerciais e, posteriormente, deixado de devolver os materiais.

Nesta nova etapa, os policiais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e empresariais relacionados aos investigados. Durante as diligências, além da carga de andaimes, foram apreendidos cerca de R$ 35 mil em dinheiro, celulares, documentos e um notebook, materiais que agora deverão ser analisados para tentar esclarecer a movimentação das empresas e identificar outros possíveis envolvidos.

Segundo o delegado Alexandre Bologna, um dos investigados já foi identificado e poderá responder por apropriação indébita. A Polícia Civil também apura possíveis crimes de estelionato e associação criminosa, mas a definição da responsabilidade de cada suspeito dependerá do avanço das investigações e da análise das provas reunidas.

O suspeito levado à delegacia optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório. Ele ficou à disposição da Justiça, enquanto os investigadores prosseguem com a apuração para verificar a participação individual de cada pessoa e a eventual existência de uma estrutura organizada para obter e reter os equipamentos.

A Operação Lego teve início em setembro, quando a Polícia Civil localizou cerca de 100 toneladas de andaimes em um galpão em Jacareí. Na ocasião, a carga foi avaliada em aproximadamente R$ 7,8 milhões, segundo informações divulgadas na época. Parte dos equipamentos apresentava sinais de adulteração, com peças que teriam sido lixadas e repintadas para esconder marcas e elementos de identificação da empresa proprietária.

A investigação começou após a denúncia de que materiais alugados não haviam sido devolvidos ao final do contrato. Durante as diligências, os policiais localizaram os andaimes em um endereço diferente daquele indicado inicialmente, o que levou ao pedido de medidas judiciais e ao avanço da apuração.

Com a recuperação de mais R$ 2 milhões nesta segunda fase, o valor total dos equipamentos localizados nas duas etapas pode se aproximar de R$ 10 milhões. Esse montante, porém, representa a soma das avaliações divulgadas nas operações e ainda pode sofrer ajustes conforme perícias e levantamentos oficiais.

A principal linha investigativa aponta que empresas teriam sido constituídas ou utilizadas para fechar contratos envolvendo o fornecimento de andaimes para obras de grande porte. Depois de receberem os materiais, os responsáveis supostamente deixariam de cumprir as obrigações assumidas, interromperiam os contatos e não devolveriam as cargas.

A Polícia Civil agora tenta descobrir se havia divisão de tarefas entre os envolvidos, quais empresas efetivamente participaram das negociações e se outras pessoas atuavam na intermediação, no transporte, no armazenamento ou na ocultação dos equipamentos.

Os aparelhos celulares, o notebook e os documentos apreendidos deverão ser examinados para buscar mensagens, registros comerciais, contatos, movimentações financeiras e outros elementos capazes de esclarecer a extensão do esquema investigado.

Também permanece em apuração a eventual participação de outras pessoas ainda não identificadas. A própria Polícia Civil informou que a investigação continua e que novas medidas poderão ser adotadas conforme o conteúdo das provas analisadas.

Até a última atualização, não haviam sido divulgados os nomes das empresas investigadas, a identidade do suspeito interrogado nem os endereços exatos onde os mandados foram cumpridos. Também não havia confirmação de novas prisões além da condução do investigado à delegacia.

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