Quarta-feira, Outubro 7, 2026
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CANÁRIOS, PINTASSILGO E COLEIRINHO: POLÍCIA AMBIENTAL APREENDE SEIS AVES E APLICA MULTA DE R$ 3 MIL EM LAVRINHAS


Uma fiscalização da Polícia Militar Ambiental terminou com a apreensão de seis aves silvestres mantidas em cativeiro sem autorização na zona rural de Lavrinhas. A ocorrência aconteceu na terça-feira, 6 de outubro, durante patrulhamento preventivo da Operação Impacto, e foi divulgada nesta quarta-feira, 7 de outubro.

Durante a vistoria em uma residência, os policiais encontraram diversas gaiolas instaladas na garagem e em outros pontos do imóvel. No local estavam quatro canários-da-terra, um pintassilgo e um coleirinho, também conhecido como papa-capim. As aves foram identificadas durante a fiscalização e, segundo a Polícia Ambiental, não havia documentação que autorizasse a manutenção dos animais em cativeiro.

O responsável pelo imóvel acompanhou toda a fiscalização. De acordo com as informações divulgadas pela corporação, ele informou aos agentes que mantinha os pássaros como animais de estimação e que desconhecia a exigência de autorização específica para manter aves silvestres.

Apesar da irregularidade, os policiais não constataram sinais de maus-tratos. Segundo a fiscalização, os pássaros estavam em boas condições e recebiam cuidados, mas isso não afastava a necessidade de regularização perante os órgãos ambientais.

A manutenção de aves silvestres em cativeiro depende de regras específicas e, em determinadas situações, de cadastro e autorização dos órgãos competentes. Quando não há documentação regular, a situação pode resultar em apreensão dos animais, aplicação de multa e análise de eventual responsabilidade criminal.

Diante do que foi constatado, a Polícia Ambiental lavrou um auto de infração ambiental no valor de R$ 3 mil. As gaiolas encontradas no imóvel também foram apreendidas durante a ação.

As seis aves foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama, o CETAS, em Lorena. No local, os animais passam por avaliação técnica para definição da destinação adequada, levando em consideração as condições de saúde e a possibilidade de retorno ao ambiente natural.

Além da autuação administrativa, a ocorrência deverá ser encaminhada à Polícia Judiciária para análise das providências cabíveis com base na legislação ambiental. Até o momento, não há informação de prisão do responsável.

A Polícia Ambiental não divulgou a identidade do morador, nem informou o bairro, sítio ou propriedade específica onde ocorreu a fiscalização. Também não foi detalhado há quanto tempo as aves estavam sendo mantidas no local.

A ocorrência chama atenção por envolver espécies bastante conhecidas na região, como o canário-da-terra, o pintassilgo e o coleirinho. Todas fazem parte da fauna silvestre brasileira e estão submetidas a regras próprias para captura, criação, transporte e manutenção em cativeiro.

A fiscalização ocorreu dentro da Operação Impacto, que inclui ações preventivas e de combate a infrações ambientais. Em ocorrências desse tipo, os agentes verificam não apenas a situação documental dos animais, mas também as condições de bem-estar, alimentação, higiene e alojamento.

No caso registrado em Lavrinhas, embora não tenham sido identificados sinais de maus-tratos, a ausência de autorização foi suficiente para a apreensão das aves e aplicação da penalidade administrativa. O material recolhido também ficou sob responsabilidade dos órgãos competentes para os procedimentos posteriores.

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