ASFALTO CEDE DURANTE TEMPORAL, CRATERA ENGole DOIS CARROS E INTERDITA RUA EM BARRA MANSA
Dois carros que estavam estacionados caíram em uma grande cratera aberta no asfalto durante o forte temporal que atingiu Barra Mansa na quarta-feira (30). O caso aconteceu na Rua Eduardo Pereira Rangel, no bairro Verbo Divino, e chamou a atenção de moradores pela dimensão do afundamento da pista e pela forma repentina como o pavimento cedeu. Apesar dos danos causados aos veículos e do risco provocado pela abertura no solo, ninguém ficou ferido. Equipes da Defesa Civil, do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, o Saae, e da Guarda Municipal foram mobilizadas para atender à ocorrência, isolar a área e iniciar a avaliação dos danos provocados pela chuva.
Segundo a Defesa Civil, o problema teve origem no rompimento de uma estrutura do sistema de drenagem existente sob a via. Com o grande volume de água provocado pelo temporal, o solo localizado abaixo da camada de asfalto perdeu sustentação, fazendo com que parte da rua cedesse. Os dois veículos estavam estacionados no momento do incidente e acabaram sendo atingidos pelo afundamento do terreno. Um Renault Sandero e um Ford Fiesta estavam no local e foram parcialmente engolidos pela cratera, ficando presos na área onde o pavimento desmoronou.
Moradores relataram que o asfalto já apresentava sinais de rachaduras antes do colapso da pista e que as fissuras teriam aumentado à medida que a chuva se intensificava. Pouco depois, parte da estrutura da rua acabou cedendo completamente. O episódio reforçou a preocupação com possíveis danos subterrâneos maiores do que aqueles visíveis na superfície, já que em ocorrências envolvendo drenagem e erosão nem sempre a extensão da área comprometida pode ser identificada apenas pela abertura que aparece no asfalto.
Por causa desse risco, a Defesa Civil decidiu isolar o trecho e impedir a circulação de veículos e pedestres nas proximidades da cratera. A avaliação técnica passou a ser necessária para verificar se havia possibilidade de novos desmoronamentos e se outras partes da rua também poderiam perder sustentação. O Saae foi acionado para inspecionar a rede de drenagem e identificar o ponto exato do rompimento, além de verificar quais reparos deverão ser realizados antes da reconstrução do pavimento.
Uma residência localizada próxima ao trecho atingido também passou por avaliação da Defesa Civil. A movimentação do terreno levantou preocupação sobre possíveis reflexos na estrutura do imóvel, principalmente porque o rompimento da drenagem e o deslocamento do solo podem afetar áreas além do ponto onde a cratera se tornou visível. Até a última atualização, não havia confirmação de danos estruturais graves nem informação sobre necessidade de retirada definitiva dos moradores, mas a situação continuava sendo acompanhada pelas equipes responsáveis.
A Rua Eduardo Pereira Rangel permaneceu interditada enquanto técnicos avaliavam a extensão do problema e definiam os próximos procedimentos. Com o bloqueio, motoristas que utilizam a região precisaram buscar caminhos alternativos. A Rua 3 de Outubro passou a ser uma das opções indicadas para quem precisava circular pelo bairro durante a interdição, enquanto a Guarda Municipal auxiliava na organização do trânsito e no isolamento do trecho afetado.
A ocorrência aconteceu em meio a um período de chuva forte em Barra Mansa. O grande volume de água aumentou a pressão sobre sistemas de drenagem e estruturas subterrâneas da cidade, situação que pode favorecer alagamentos, erosões, deslizamentos e afundamentos de vias. No caso do bairro Verbo Divino, a Defesa Civil atribuiu diretamente o colapso do pavimento ao rompimento da drenagem, que comprometeu a base da rua e retirou a sustentação necessária para manter o asfalto estável.
Antes que o trecho possa ser reconstruído, será necessário reparar o sistema de drenagem, avaliar a condição das tubulações e reconstruir a base da via. Somente depois da estabilização do solo será possível realizar a recomposição do pavimento. Esse processo é importante porque um simples recapeamento não resolveria o problema caso a estrutura subterrânea continuasse comprometida. A prioridade das equipes técnicas é eliminar a causa do afundamento antes de liberar novamente o trânsito.
A administração municipal também deverá avaliar os prejuízos causados aos veículos atingidos. O prefeito Luiz Furlani informou que os proprietários dos carros deverão ser ressarcidos pelos danos decorrentes da ocorrência. Como os veículos estavam estacionados e não havia ocupantes no momento em que o asfalto cedeu, o incidente terminou sem feridos, apesar da gravidade da situação e dos danos materiais registrados.
A região do Verbo Divino já enfrentou outros problemas relacionados a períodos de chuva intensa ao longo dos últimos anos. Barra Mansa possui áreas que exigem atenção durante temporais devido ao volume de água, ao relevo e às condições das redes de drenagem. As ocorrências anteriores, porém, não têm relação direta comprovada com a cratera aberta nesta quarta-feira e cada situação depende de avaliação técnica específica.
Com o trecho interditado, o trabalho das equipes municipais passou a se concentrar na identificação completa da área comprometida, na recuperação da drenagem e na estabilização do terreno. A retirada dos veículos também exige cuidado, já que movimentações bruscas podem provocar novos deslocamentos de solo caso a base ainda esteja instável. Por isso, qualquer operação no local precisa ser realizada de forma controlada e acompanhada pelas equipes responsáveis.
Até a última atualização, ainda não havia previsão oficial para a liberação da Rua Eduardo Pereira Rangel. Também não havia estimativa divulgada para a conclusão dos reparos na rede de drenagem, retirada dos veículos e reconstrução do pavimento. O trecho deverá permanecer fechado enquanto houver risco de novos afundamentos e até que os técnicos considerem segura a retomada da circulação.
Apesar do susto, da dimensão da cratera e dos prejuízos materiais, ninguém ficou ferido. A ocorrência terminou com danos concentrados nos dois veículos e na estrutura da rua, enquanto as equipes municipais permaneciam mobilizadas para evitar que o problema se agravasse durante a continuidade das chuvas.


