Sábado, Setembro 26, 2026
Plantão Policial

ESTUFAS, DROGAS E MUNIÇÕES: POLÍCIA DESCOBRE ESTRUTURA DE CULTIVO EM CHÁCARA DE JACAREÍ


Uma abordagem realizada na Rodovia Geraldo Scavone levou a Polícia Militar até uma chácara onde foram encontradas drogas, mudas de maconha mantidas em estufas, munições e equipamentos que, segundo a investigação, seriam utilizados no preparo e na embalagem dos entorpecentes.

Dois homens foram presos em flagrante por suspeita de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A ocorrência foi registrada na noite de quinta-feira, 24 de setembro de 2026, em Jacareí.

A ação começou quando policiais militares abordaram um automóvel ocupado pelos dois suspeitos nas proximidades do acesso à Estrada do Imperador. Durante a revista pessoal, nenhum objeto ilícito teria sido encontrado com os homens.

Os agentes, no entanto, decidiram vistoriar o veículo. Dentro do carro foram localizadas porções de maconha e de uma substância conhecida como “dry”, nome utilizado para um tipo de concentrado derivado da cannabis.

Segundo o boletim de ocorrência, durante a abordagem os suspeitos teriam admitido aos policiais que transportavam drogas destinadas à comercialização.

A partir das informações obtidas, os policiais seguiram até uma propriedade localizada na Estrada do Imperador, conhecida como Pesqueiro da Tilápia.

Um dos homens estava com a chave da chácara e teria autorizado a entrada das equipes. No interior do imóvel, os agentes encontraram uma estrutura que, conforme a ocorrência, era utilizada para o cultivo, armazenamento e preparo de drogas.

Durante as buscas foram localizados 15 tijolos de maconha, com peso aproximado de 2,4 quilos, além de três tijolos de haxixe.

Os policiais também encontraram 16 mudas de maconha mantidas em duas estufas e um recipiente com sementes da planta. A presença das mudas, das sementes e dos equipamentos chamou a atenção para uma possível produção no próprio imóvel.

Além dos entorpecentes, foram apreendidos fertilizantes, desumidificadores e outros materiais associados ao desenvolvimento e à manutenção das plantas.

A polícia também recolheu uma balança de precisão, uma seladora a vácuo, uma faca e materiais destinados ao acondicionamento das drogas.

Esses objetos deverão ser analisados durante a investigação para esclarecer como a estrutura funcionava, há quanto tempo estaria montada e qual seria o destino dos entorpecentes preparados no imóvel.

No local ainda foram encontradas cinco munições calibre .38. Nenhuma arma de fogo foi mencionada entre os objetos apreendidos nas informações divulgadas sobre a ocorrência.

A investigação deverá apurar a origem das munições e verificar se alguma arma relacionada a elas estava em outro endereço ou havia sido retirada da propriedade.

Três aparelhos celulares também foram apreendidos. Os dispositivos poderão passar por análise, desde que exista autorização judicial, para verificar possíveis conversas, contatos e movimentações relacionadas à comercialização das drogas.

O automóvel utilizado pelos suspeitos foi recolhido. Segundo a polícia, o veículo teria sido empregado no transporte dos entorpecentes encontrados durante a abordagem.

Após a conclusão das buscas, os dois homens foram levados à Delegacia de Jacareí. Eles foram autuados em flagrante por suspeita de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Durante o interrogatório, um dos investigados permaneceu em silêncio. O direito de não responder às perguntas está previsto na legislação e não pode ser interpretado isoladamente como admissão de culpa.

O outro homem apresentou uma versão diferente. Ele afirmou que havia pegado uma carona para consumir maconha e alegou que não sabia da existência das drogas, das estufas e dos equipamentos encontrados na chácara.

As versões deverão ser confrontadas com as circunstâncias da abordagem, a posse da chave do imóvel, o material encontrado no carro e os objetos apreendidos dentro da propriedade.

Os dois permaneceram custodiados na cadeia de triagem da Delegacia de Jacareí, à disposição da Justiça.

A Polícia Civil solicitou a conversão das prisões em flagrante em preventivas. Até a manhã de sábado, 26 de setembro de 2026, não havia divulgação pública da decisão tomada durante a audiência de custódia.

As prisões realizadas nesta fase não representam condenação definitiva. A responsabilidade de cada investigado será analisada com base nas provas reunidas durante o inquérito e no andamento do processo judicial.

A polícia deverá apurar quem utilizava a chácara, quem era responsável pelas estufas, qual era a origem dos entorpecentes e se outras pessoas participavam da atividade investigada.

Os celulares, as drogas, as mudas e os demais materiais apreendidos deverão passar pelos procedimentos policiais e periciais necessários. O resultado das análises poderá ajudar a dimensionar a possível atuação do grupo.

Os nomes e as idades dos dois presos não foram divulgados. Também não havia informação sobre advogados constituídos até a última atualização.

O espaço permanece aberto para manifestação das defesas dos investigados.

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