ALERTA EM RESENDE: CIDADE É A 4ª DO RJ COM MAIS ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS
Resende acendeu um alerta na área da saúde ao aparecer como a quarta cidade do estado do Rio de Janeiro com o maior número de acidentes envolvendo animais peçonhentos em 2026.
Até o dia 9 de setembro, o município havia contabilizado 79 ocorrências, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro.
O número coloca Resende atrás apenas da capital fluminense, de Petrópolis e de Rio das Ostras no levantamento estadual.
A cidade do Rio de Janeiro lidera a relação com 597 registros. Petrópolis aparece na segunda posição, com 380 casos, seguida por Rio das Ostras, com 101.
Resende ocupa a quarta colocação, com 79 acidentes. Logo depois aparece Nova Friburgo, que registrou 78 ocorrências no mesmo período.
Em todo o estado, foram notificados 3.116 acidentes com animais peçonhentos até 9 de setembro.
As aranhas foram responsáveis pela maior quantidade de registros, com 1.145 acidentes. Em seguida aparecem os escorpiões, envolvidos em 660 ocorrências, e as serpentes, com 465 casos.
Os demais registros estão relacionados a outros animais capazes de produzir e inocular substâncias tóxicas, como abelhas, lagartas e lacraias.
O crescimento ou a concentração dos casos reforça a necessidade de atenção dentro de casas, quintais, terrenos, áreas rurais, depósitos, garagens e locais com presença de materiais acumulados.
Mudanças nas condições climáticas podem interferir no comportamento desses animais. Períodos de calor, chuva intensa ou estiagem alteram a busca por alimento, abrigo e locais para reprodução.
Com isso, serpentes, aranhas e escorpiões podem se aproximar de imóveis e áreas habitadas, aumentando o risco de contato com moradores.
Em Resende, o ponto de referência para atendimento e soroterapia é o Hospital Municipal de Emergência Henrique Sérgio Gregori.
A unidade está localizada na Avenida Marcílio Dias, nº 800, no bairro Jardim Jalisco.
Os telefones de contato são:
- (24) 3381-2080
- (24) 3381-2053
- (24) 3381-4847
Em caso de picada ou mordida, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. A rapidez na avaliação pode fazer diferença na evolução do quadro, principalmente em crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde.
Nem todas as ocorrências exigem a aplicação de soro. A necessidade do antiveneno deve ser avaliada por profissionais de saúde, de acordo com o animal envolvido, os sintomas apresentados e a gravidade do envenenamento.
Quando indicado, o soro deve ser administrado em ambiente hospitalar e com acompanhamento médico. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.
A pessoa atingida não deve esperar pelo aparecimento de sintomas graves para procurar ajuda. Alguns efeitos podem evoluir rapidamente, mesmo quando a marca da picada parece pequena.
Entre os sinais que exigem atenção estão dor intensa, inchaço, alteração na cor da pele, náusea, vômito, suor excessivo, dificuldade para respirar, fraqueza, sonolência e sangramentos.
O local da picada pode ser lavado cuidadosamente com água e sabão. A vítima deve permanecer calma e ser encaminhada o mais rapidamente possível para atendimento.
Anéis, pulseiras, calçados apertados e outros objetos devem ser retirados quando o acidente ocorrer em braços, mãos, pernas ou pés, pois o local pode inchar.
Não se deve amarrar ou fazer torniquete no membro atingido. A prática prejudica a circulação, concentra a ação do veneno e pode aumentar o risco de complicações e sequelas.
Também não se deve cortar, furar, queimar, espremer ou tentar sugar o veneno. Folhas, pó de café, terra, álcool, fumo, querosene, pomadas e outras substâncias caseiras não devem ser aplicados no ferimento.
Essas práticas não neutralizam o veneno e ainda podem provocar infecções, agravar lesões e atrasar o tratamento correto.
Caso seja possível manter distância segura, uma fotografia do animal pode ajudar os profissionais de saúde na identificação. A pessoa não deve tentar capturá-lo ou matá-lo, pois essa atitude pode provocar um novo acidente.
Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193.
A prevenção começa pela limpeza dos ambientes. Quintais, jardins, terrenos e áreas próximas às residências devem permanecer livres de entulho, folhas secas, madeira acumulada, telhas, tijolos e materiais abandonados.
O lixo precisa ser mantido em recipientes fechados. Restos de alimentos podem atrair baratas e outros insetos que servem de alimento para escorpiões.
Ralos, frestas, vãos de portas e buracos em paredes devem ser vedados sempre que possível. Camas e berços também devem ser mantidos afastados das paredes.
Roupas, toalhas, cobertores, calçados e objetos que permaneceram no chão precisam ser verificados antes do uso.
Em atividades rurais, jardinagem, limpeza de terrenos ou manuseio de madeira e pedras, a recomendação é utilizar luvas resistentes, botas e outros equipamentos de proteção.
As mãos não devem ser colocadas diretamente em buracos, montes de folhas, pilhas de madeira ou locais escuros sem uma verificação prévia.
Os 79 acidentes registrados em Resende até o início de setembro colocam o município em posição de destaque negativo no estado e reforçam a importância da prevenção.
Além dos cuidados dentro de casa, a população precisa saber onde procurar atendimento. No município, a referência para avaliação e eventual aplicação de soro é o Hospital Municipal de Emergência Henrique Sérgio Gregori, no Jardim Jalisco.

