Sexta-feira, Setembro 25, 2026
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REAÇÃO NA MADRUGADA: MULHER DIZ TER ESCAPADO DE ESTUPRO, PEGA ARMA E ATIRA EM HOMEM


Uma madrugada marcada por gritos, tiros e versões completamente opostas terminou com uma mulher presa e um homem hospitalizado sob escolta policial em Guaratinguetá. Ela afirmou que atirou depois de escapar de uma tentativa de estupro. Ele negou a acusação e disse que o encontro havia sido consentido.

A ocorrência foi registrada por volta das 2h35 desta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, em uma residência localizada na Avenida Nossa Senhora de Fátima, no bairro Santa Rita.

A Polícia Militar foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar para atender ao que inicialmente havia sido comunicado como uma possível ocorrência de violência doméstica.

A denúncia apontava que uma mulher estaria discutindo e gritando dentro da casa. Quando os policiais chegaram ao endereço, visualizaram pela janela uma mulher segurando um revólver.

Ela foi identificada no boletim de ocorrência como Renata, de 42 anos. Diante da presença da arma, os policiais iniciaram uma negociação para evitar novos disparos e convencer a mulher a entregar o armamento.

Após as tratativas, Renata colocou o revólver à disposição da equipe. A arma foi recolhida e apreendida pelos policiais.

Na sequência, um homem identificado como Maurício, de 57 anos, saiu pelo corredor lateral da residência. Ele apresentava um ferimento no braço causado por um disparo de arma de fogo.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi chamado. Maurício recebeu os primeiros atendimentos e foi levado ao pronto-socorro, onde permaneceu internado sob escolta policial.

Segundo o registro, o ferimento estava localizado no braço. Não foram divulgadas informações sobre risco de morte ou necessidade de cirurgia.

Em depoimento, Renata afirmou que Maurício tentou obrigá-la a manter relação sexual contra sua vontade.

Ainda segundo a versão apresentada pela mulher, ela conseguiu se trancar em um dos cômodos da residência durante a tentativa de violência.

Depois, Renata teria conseguido pegar o revólver que pertenceria ao homem. Ela afirmou que realizou os disparos para se defender e impedir que a suposta agressão continuasse.

Maurício apresentou uma versão diferente. Ele negou a tentativa de estupro e afirmou que conhecia Renata.

Segundo o homem, os dois teriam se encontrado em um bar. Ele declarou que fez um convite para manterem relação sexual e que a mulher teria aceitado.

Maurício alegou que o encontro era consentido. De acordo com a versão dele, em determinado momento Renata pegou o revólver e começou a atirar.

As duas versões foram registradas e serão confrontadas com os laudos, o histórico das partes e os demais elementos reunidos durante a investigação.

Dentro da residência, a polícia apreendeu um revólver calibre .32. Também foram recolhidas oito munições intactas, cinco estojos deflagrados, um coldre de couro e uma embalagem de munições vazia.

A localização de cinco estojos indica que cinco disparos podem ter sido efetuados. Apesar disso, apenas um ferimento no braço do homem foi mencionado no registro inicial.

A perícia deverá verificar a direção dos demais tiros, os pontos atingidos dentro da residência e a posição aproximada das duas pessoas no momento dos disparos.

Também deverá ser apurado se algum projétil ficou alojado no imóvel ou se saiu da residência, situação importante para avaliar possíveis riscos a moradores e pessoas que circulavam nas proximidades.

Renata foi submetida a exame residuográfico. O procedimento apresentou resultado positivo para resíduos de chumbo na mão esquerda.

O resultado é compatível com contato com resíduos relacionados a disparo de arma de fogo, mas não esclarece, sozinho, a dinâmica da ocorrência. A própria mulher declarou que utilizou o revólver.

A Polícia Civil registrou o caso como tentativa de homicídio, tentativa de estupro e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

O boletim aponta que a arma pertenceria a Maurício. No entanto, ainda não foi divulgado de forma clara contra quem foi formalizado o registro relacionado à posse irregular do revólver.

A documentação da arma deverá ser verificada durante a investigação. A perícia também poderá avaliar o funcionamento do revólver e relacionar os estojos encontrados aos disparos realizados.

A autoridade policial decidiu pela prisão em flagrante de Renata. Segundo o boletim, naquele momento não havia elementos suficientes para reconhecer de forma imediata uma situação evidente de legítima defesa.

O delegado considerou que não havia testemunhas presenciais, imagens de câmeras ou outras provas independentes capazes de confirmar uma das versões ainda durante o registro da ocorrência.

A ausência desses elementos não significa que a versão da mulher tenha sido descartada. A análise definitiva dependerá do conjunto de provas e caberá ao Poder Judiciário.

A Polícia Civil não solicitou a prisão preventiva da mulher. Foi estabelecida uma fiança, mas não foi divulgado o valor nem se o pagamento chegou a ser realizado.

Conforme o boletim, Renata seria encaminhada à Cadeia Pública de Lorena para ser apresentada em audiência de custódia.

Até a última atualização, o resultado da audiência não havia sido divulgado. Também não havia informação sobre eventual concessão de liberdade provisória ou imposição de medidas cautelares.

Maurício permaneceu hospitalizado sob escolta da Polícia Militar. Não foi informado se ele seria encaminhado à delegacia depois de receber alta médica.

A condição de escolta está relacionada à investigação da denúncia de tentativa de estupro apresentada por Renata. A responsabilidade criminal ainda será definida após a conclusão das diligências.

Outro elemento citado no boletim é a existência de uma ação penal em andamento na qual Renata aparece como vítima de violência doméstica e crime sexual.

O registro não esclarece quem é o acusado nesse processo anterior nem se há alguma relação entre a ação e a ocorrência desta sexta-feira. Por isso, não é possível afirmar que Maurício seja o investigado naquele caso.

A Polícia Civil deverá verificar se existem mensagens, ligações, registros de entrada ou saída, imagens externas e outras informações que possam ajudar a reconstruir o período anterior aos disparos.

Exames médicos também poderão ser considerados na apuração da denúncia de tentativa de estupro. Até o momento, porém, não foram divulgadas informações sobre a realização ou o resultado desses procedimentos.

O caso reúne acusações graves e versões conflitantes. Renata afirma que atirou para escapar de uma violência sexual, enquanto Maurício sustenta que o encontro era consentido e que foi surpreendido pelos disparos.

A definição sobre legítima defesa, tentativa de homicídio, tentativa de estupro e responsabilidade pela arma dependerá das provas produzidas durante o inquérito.

O espaço permanece aberto para manifestação das defesas de Renata e Maurício.

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