Quarta-feira, Setembro 23, 2026
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“FOI QUESTÃO DE SEGUNDOS”: MENINO DE 1 ANO MORRE APÓS PICADA DE ARANHA


Uma picada na mão, um grito de dor e, poucos segundos depois, os primeiros sinais de que algo muito grave estava acontecendo. Arthur Matias de Souza, de apenas 1 ano e 10 meses, morreu após ser picado por uma aranha enquanto estava com a família em um sítio no bairro dos Pintos, na região do Portão, em Atibaia.

A tragédia aconteceu na segunda-feira (21). Segundo o pai do menino, Marcondes Matias, tudo ocorreu muito rapidamente. Ele percebeu a aranha próxima da criança e viu o animal passar sobre a mão do filho.

Arthur demonstrou dor e, em seguida, começou a vomitar. Diante da reação repentina, a família iniciou uma corrida desesperada em busca de atendimento médico.

“Foi questão de segundos”, relatou o pai ao recordar os últimos momentos antes de o estado de saúde do menino se agravar. De acordo com ele, Arthur estava próximo da família quando o avô chamou a atenção para a presença da aranha.

O menino foi levado inicialmente à Unidade Básica de Saúde do bairro do Portão, em Atibaia, por ser a unidade mais próxima do sítio. A UBS, no entanto, não funciona como pronto-socorro, e Arthur precisava de atendimento emergencial.

A Prefeitura de Atibaia informou que a criança chegou à unidade por volta das 15h20, acompanhada pelos familiares e já apresentando sinais de extrema gravidade.

Segundo o município, os parentes não souberam informar com precisão quando a picada havia ocorrido. Eles disseram que provavelmente se tratava de uma aranha, mas o animal não foi capturado para identificação.

Diante da gravidade do quadro, a equipe da UBS iniciou imediatamente contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência para solicitar atendimento e encaminhamento adequado.

Enquanto a ligação era realizada, os familiares decidiram levar Arthur por meios próprios para a Unidade de Pronto Atendimento de Terra Preta, distrito de Mairiporã. Segundo a família, uma servidora da UBS acompanhou o deslocamento.

A criança chegou à UPA por volta das 15h35, aproximadamente 15 minutos depois de dar entrada na unidade do Portão. Uma equipe de emergência foi mobilizada assim que o menino chegou.

A Prefeitura de Mairiporã informou que três médicos participaram do atendimento e realizaram os procedimentos de suporte e reanimação. Apesar de todos os esforços, Arthur não resistiu.

A morte repentina transformou em luto uma tarde que havia começado como um momento em família. O intervalo entre a percepção da picada, o início dos sintomas e a piora do estado clínico foi descrito pelos parentes como extremamente rápido.

A Prefeitura de Atibaia lamentou a morte e manifestou solidariedade à família. A administração municipal informou que a Santa Casa de Atibaia é a unidade de referência da cidade para o atendimento de acidentes envolvendo animais peçonhentos.

O município também declarou que permanece à disposição para prestar esclarecimentos sobre o atendimento realizado pela rede municipal. Até a última atualização, não havia informação sobre a abertura de investigação administrativa relacionada ao caso.

A Prefeitura de Mairiporã também lamentou a morte e afirmou que Arthur chegou à UPA de Terra Preta em estado grave. Segundo o município, todos os procedimentos de suporte possíveis foram realizados pelos profissionais que atenderam a criança.

Não há informação oficial de que a passagem pela UBS tenha provocado ou contribuído para a piora do estado de saúde do menino. As manifestações divulgadas pelos municípios descrevem os horários e as providências tomadas durante o atendimento.

A espécie da aranha que picou Arthur ainda não foi confirmada. Como o animal não foi capturado, não houve identificação imediata do tipo de aranha ou do veneno envolvido no acidente.

Também não foi informado se exames posteriores conseguiram confirmar a espécie responsável pela picada ou estabelecer com precisão o que provocou a evolução tão rápida do quadro clínico.

Arthur foi sepultado nesta quarta-feira (23), no Cemitério São Sebastião, no bairro Alvinópolis, em Atibaia. Familiares e amigos acompanharam a despedida marcada pela dor de uma perda inesperada.

A morte do menino foi a primeira provocada por acidente com animal peçonhento registrada em Atibaia em 2026. Durante o ano, o município contabilizou 136 notificações envolvendo animais venenosos.

Em todo o estado de São Paulo, foram registradas 49.541 notificações de acidentes com animais peçonhentos em 2026, com 15 mortes.

Os escorpiões responderam pela maior quantidade de ocorrências, com 35.253 registros e três mortes. Os acidentes envolvendo aranhas somaram 6.924 notificações e duas mortes.

Casos envolvendo abelhas e serpentes provocaram cinco mortes cada no estado, segundo os dados divulgados pelo Governo de São Paulo.

As autoridades de saúde reforçam que a rapidez na busca por atendimento é fundamental diante de qualquer suspeita de picada de animal peçonhento, especialmente quando a vítima é uma criança. Em Atibaia, a Santa Casa é a unidade de referência municipal para esse tipo de emergência.

Foto: Reprodução/TV Vanguarda

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