Toalha esquecida no carro leva polícia a mais dois procurados pela execução do “Sheik das Apostas” em São José
Uma toalha encontrada dentro do carro utilizado na fuga se transformou em uma das principais pistas da investigação sobre a execução de Evandro Luís Prudente, de 33 anos, conhecido como “Sheik das Apostas”. A partir do objeto, a Polícia Civil chegou a mais dois suspeitos de participação no crime ocorrido dentro de uma academia em São José dos Campos.
Os novos investigados foram identificados como Claudio Henrique da Silva, de 34 anos, e João Victor Alves, de 20. Os dois são do estado do Rio de Janeiro e passaram a ser considerados procurados após a Justiça decretar as prisões temporárias deles.
Segundo a Delegacia de Homicídios de São José dos Campos, Claudio e João Victor estiveram hospedados em um hotel de Caçapava entre os dias 22 e 23 de agosto, na companhia de Gabriel Carvalho da Silva, de 28 anos, preso horas depois do assassinato.
A estadia aconteceu apenas dois dias antes da execução de Evandro, morto em 25 de agosto. A proximidade entre as datas e a presença dos investigados na região reforçaram as suspeitas sobre a possível participação deles na preparação do crime.
A ligação entre o hotel e o grupo foi descoberta depois que os policiais encontraram uma toalha dentro do Hyundai HB20 branco utilizado por parte dos suspeitos durante a fuga. O material possuía identificação do estabelecimento localizado em Caçapava.
A partir desse vestígio, os investigadores levantaram os registros da hospedagem e identificaram as pessoas que estiveram no local. A apuração indicou que Claudio Henrique e João Victor teriam permanecido no hotel junto com Gabriel Carvalho.
Com os novos elementos, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária dos dois. O pedido foi analisado e autorizado pelo juiz da Vara do Júri de São José dos Campos.
Claudio e João Victor ainda não haviam sido localizados até a última atualização. A polícia divulgou os nomes e as imagens dos investigados na tentativa de obter informações que ajudem a encontrá-los.
De acordo com a investigação, Claudio Henrique possui registros criminais no Rio de Janeiro por homicídio e tráfico de drogas. A eventual função desempenhada por ele e João Victor na execução de Evandro ainda é apurada.
Evandro foi assassinado dentro de uma academia localizada no bairro Santana, na zona norte de São José dos Campos. Ele estava sentado em uma poltrona na recepção quando um homem armado entrou no estabelecimento e efetuou diversos disparos.
A vítima foi atingida por 16 tiros e morreu no local. O ataque foi registrado pelas câmeras de segurança da academia, cujas imagens passaram a integrar o conjunto de provas reunido pela Delegacia de Homicídios.
Depois da execução, o atirador deixou o estabelecimento e utilizou uma motocicleta que já estaria posicionada para a fuga. Em outro ponto do trajeto, os envolvidos abandonaram a moto e entraram no Hyundai HB20 branco dirigido por outro integrante do grupo.
O acompanhamento de câmeras de segurança e de equipamentos de leitura automática de placas permitiu que a polícia reconstruísse parte da rota utilizada pelos suspeitos. O automóvel seguiu em direção ao estado do Rio de Janeiro.
Pouco depois do assassinato, três homens foram abordados pela Polícia Militar em Itatiaia. Foram presos Alex Cruz Fernandes, de 23 anos; Lucas Andrade de Oliveira, de 28; e Gabriel Carvalho da Silva, também de 28. Os três são naturais do Rio de Janeiro.
As prisões em flagrante foram posteriormente convertidas em preventivas durante audiências de custódia. O trio permanece recolhido na Cadeia Pública Franz de Castro Holzwarth, em Volta Redonda.
Nas decisões, a Justiça considerou que havia elementos indicando a materialidade do homicídio e indícios de participação dos investigados. Também foram citadas a necessidade de preservar as investigações, garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.
Com a identificação de Claudio Henrique e João Victor, o número de investigados pela morte do “Sheik das Apostas” chegou a cinco. Três estão presos e dois permanecem procurados.
A Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer qual teria sido a participação de cada suspeito, identificar quem ordenou a execução e descobrir a motivação do crime. A possibilidade de envolvimento de outras pessoas não foi descartada.
Celulares e outros materiais apreendidos durante as diligências também deverão ser analisados. Os investigadores esperam que os equipamentos revelem conversas, contatos, deslocamentos e informações capazes de indicar quem planejou e financiou o assassinato.
Informações que possam ajudar na localização de Claudio Henrique da Silva e João Victor Alves podem ser comunicadas anonimamente pelo Disque-Denúncia, no telefone 181, ou pelo WhatsApp da Polícia Civil, no número (12) 3931-0220. O sigilo é garantido.
O espaço permanece aberto para manifestação da defesa dos acusados.


