ADEUS, ROBERTO CARLOS: HOMEM ATROPELADO POR ÔNIBUS EM LORENA É IDENTIFICADO PELA FAMÍLIA
Roberto Carlos de Siqueira, de 48 anos, morreu na BR-459, próximo ao acesso da Via Dutra; vítima estava sem documentos e foi reconhecida posteriormente por uma sobrinha
O homem que morreu após ser atropelado por um ônibus em Lorena foi identificado como Roberto Carlos de Siqueira, de 48 anos. A confirmação encerrou a angústia provocada pela falta inicial de identificação, mas abriu para a família o doloroso momento da despedida.
Roberto Carlos morreu na noite de quarta-feira, 9 de setembro, após ser atingido na altura do quilômetro 31,7 da BR-459, no sentido Piquete, próximo à ligação com a Rodovia Presidente Dutra. O acidente aconteceu por volta das 23h45.
Embora algumas publicações tenham informado que o atropelamento ocorreu na Via Dutra, os registros disponíveis apontam como local a BR-459, nas proximidades da alça de acesso entre as duas rodovias. O trecho recebe diariamente a circulação de carros, ônibus e veículos de carga.
Roberto não portava documentos quando foi encontrado. Inicialmente, a ocorrência foi registrada sem a identificação da vítima, descrita nos primeiros levantamentos como um homem que aparentava ter entre 50 e 55 anos.
A identidade somente foi confirmada depois que uma sobrinha compareceu à delegacia e realizou o reconhecimento. Com isso, a Polícia Civil atualizou as informações da ocorrência e confirmou que o homem atropelado tinha 48 anos.
Segundo o boletim de ocorrência, o ônibus havia acabado de acessar a BR-459 por uma alça quando Roberto atravessou a pista. O motorista, de 46 anos, relatou que chovia no momento do acidente e que o trecho estava muito escuro.
O condutor afirmou aos policiais que percebeu apenas um vulto atravessando a rodovia. Conforme a versão apresentada, ele não conseguiu frear nem mudar a trajetória do ônibus a tempo de evitar o impacto.
Depois do atropelamento, o motorista parou o coletivo, acionou o socorro e permaneceu no local. Ele também ajudou na sinalização da rodovia enquanto aguardava a chegada das equipes de emergência e da polícia.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi chamado, mas Roberto sofreu ferimentos graves e morreu no próprio local. O óbito foi oficialmente constatado às 23h56, poucos minutos depois do acidente.
O ônibus transportava seis passageiros no momento da colisão. Nenhum deles ficou ferido. Os ocupantes permaneceram à disposição para os procedimentos necessários e para o registro das informações relacionadas à ocorrência.
Equipes da Polícia Rodoviária Federal também atenderam ao chamado e acompanharam o trabalho realizado no trecho. A rodovia precisou ser sinalizada para preservar o local do atropelamento e evitar novos acidentes durante o atendimento.
A Polícia Científica realizou a perícia na pista e no ônibus. Entre os vestígios encontrados estavam os chinelos usados por Roberto, localizados aproximadamente 40 metros à frente do ponto indicado como o local inicial do impacto.
A distância entre os chinelos e o ponto da colisão será considerada na análise pericial. Os profissionais responsáveis pelos laudos deverão examinar os vestígios, as condições do veículo e as características da rodovia para tentar determinar a dinâmica exata do atropelamento.
O motorista apresentou a documentação pessoal e os documentos do ônibus, que estavam regulares. Ele também foi submetido ao teste do bafômetro, que apontou resultado de 0,00 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, sem indicação de consumo de bebida alcoólica.
As condições relatadas pelo motorista, como a chuva e a baixa iluminação, ainda precisarão ser confrontadas com os elementos levantados durante a perícia. A versão do condutor é parte da investigação e não representa, isoladamente, uma conclusão sobre as responsabilidades pelo acidente.
A Polícia Civil deverá analisar se Roberto atravessava a pista, de onde ele teria vindo e para onde pretendia seguir. Também será necessário verificar se havia condições para que o motorista visualizasse o pedestre e se alguma manobra poderia ter evitado a colisão.
A investigação poderá buscar imagens de câmeras instaladas nas proximidades da ligação entre a Via Dutra e a BR-459. Eventuais gravações podem ajudar a mostrar a movimentação do ônibus e da vítima antes do atropelamento.
O corpo de Roberto foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para a realização do exame necroscópico. O resultado será reunido aos laudos produzidos pela Polícia Científica e às declarações prestadas pelo motorista e por outras pessoas relacionadas à ocorrência.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Lorena como homicídio culposo na direção de veículo automotor, classificação utilizada quando não existe intenção de matar. O registro inicial não significa que a responsabilidade criminal do motorista já tenha sido estabelecida.
De acordo com as informações policiais, ainda não havia elementos suficientes para determinar de maneira definitiva como o acidente aconteceu ou atribuir eventual responsabilidade ao condutor. Essa conclusão dependerá da análise conjunta dos depoimentos, dos vestígios encontrados e dos laudos periciais.
Até a última atualização, não haviam sido divulgadas informações oficiais sobre o velório e o sepultamento de Roberto Carlos de Siqueira. A confirmação de sua identidade permitiu que o corpo deixasse de ser tratado como desconhecido e que a família adotasse as providências para a despedida.


