Quarta-feira, Setembro 9, 2026
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UM DIA DEPOIS DO ANIVERSÁRIO: PAI RASTREIA CARRETA E ENCONTRA FILHO MORTO COM SINAIS DE VIOLÊNCIA EM POUSO ALEGRE


Uma viagem de trabalho terminou em mistério e dor para uma família do Sul de Minas. O caminhoneiro Allan Trindade Pimenta Reis, de 37 anos, foi encontrado morto dentro da cabine da carreta que conduzia, estacionada no pátio do antigo Posto do Costinha, às margens da Rodovia Fernão Dias, em Pouso Alegre. O corpo apresentava ferimentos na cabeça e no pescoço, e a Polícia Civil abriu investigação para esclarecer as circunstâncias da morte.

O caso chama ainda mais atenção pela sequência dos acontecimentos. Allan havia completado 37 anos no sábado, 5 de setembro. No dia seguinte, domingo, 6, foi encontrado morto pelo próprio pai dentro do caminhão. Conhecido em Aguanil como “Allan do Adelson”, ele era morador da pequena cidade do Sul de Minas.

Foi justamente o pai quem percebeu que alguma coisa estava errada. A família acompanhava a localização da carreta por meio de um sistema de monitoramento remoto e estranhou o fato de o veículo permanecer parado durante horas no mesmo ponto. O rastreamento indicava que a carreta estava estacionada no antigo Posto do Costinha desde aproximadamente 3h10 da madrugada de domingo.

Sem conseguir falar com o filho por telefone, o pai decidiu sair à procura dele e seguiu até o local indicado pelo sistema de rastreamento. Quando chegou ao pátio, encontrou a carreta estacionada. A cabine estava fechada. Como possuía uma chave reserva, ele conseguiu abrir o veículo.

Foi nesse momento que encontrou Allan aparentemente sem vida dentro da cabine.

Segundo as informações registradas pela Polícia Militar, o pai percebeu que o filho apresentava ferimentos na cabeça. Depois de localizar o corpo, voltou a fechar o caminhão e acionou as autoridades. Policiais militares foram até o local e preservaram a área para os trabalhos da perícia.

A análise realizada no local identificou também ferimentos na região do pescoço, aumentando as dúvidas sobre o que aconteceu antes da morte do caminhoneiro. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para os exames necessários.

A Polícia Civil de Minas Gerais assumiu a investigação. Até esta quarta-feira, 9 de setembro, não havia divulgação de uma causa definitiva para a morte nem confirmação pública sobre quem poderia ter provocado os ferimentos encontrados em Allan.

A investigação deverá estabelecer se houve participação de terceiros, qual foi a causa exata da morte e o que aconteceu nas horas entre a chegada da carreta ao posto e o momento em que o pai encontrou o filho.

Familiares também receberam informações sobre possíveis sinais de luta dentro e nas proximidades do caminhão, mas esse ponto ainda não foi confirmado oficialmente pela Polícia Civil. Uma familiar chegou a pedir publicamente que o caso fosse esclarecido, relatando que a família estava profundamente abalada e buscava respostas sobre o que aconteceu com Allan.

Por isso, eventuais informações sobre luta corporal, número de agressões ou dinâmica de uma possível violência ainda precisam ser tratadas como relatos da família, e não como conclusão oficial da investigação.

Também não há confirmação de que Allan tenha sido vítima de roubo ou tentativa de assalto. Até agora, não foram divulgadas informações oficiais sobre carga levada, objetos desaparecidos, dinheiro roubado ou qualquer outro patrimônio retirado do caminhão.

Da mesma forma, a Polícia Civil não divulgou suspeitos, prisões ou uma motivação definida para a morte.

A localização da carreta deverá ter papel importante na investigação. O fato de o veículo ter permanecido parado desde aproximadamente 3h10 poderá ajudar os policiais a delimitar uma janela de tempo para reconstruir os últimos momentos do caminhoneiro. Imagens de câmeras existentes nas proximidades, registros de movimentação no pátio e eventuais testemunhas poderão contribuir para esclarecer quem esteve na região durante a madrugada.

Outro ponto que deverá ser esclarecido é se Allan chegou sozinho ao antigo posto e se permaneceu durante todo o período dentro da cabine. Até o momento, nenhuma dessas circunstâncias foi detalhada oficialmente pelas autoridades.

Enquanto a investigação busca respostas, Aguanil se despediu do caminhoneiro. Allan era conhecido na cidade e sua morte provocou forte comoção entre familiares, amigos e moradores.

Uma amiga da família relatou que muitas pessoas compareceram ao velório e que o espaço não comportou todos que foram prestar as últimas homenagens. Segundo o relato, mesmo com chuva, moradores permaneceram do lado de fora para acompanhar a despedida.

O velório foi realizado na segunda-feira, 7 de setembro, no Velório Municipal de Aguanil. O sepultamento também aconteceu no município.

A data merece atenção porque algumas publicações chegaram a mencionar segunda-feira como dia 8. Em 2026, porém, segunda-feira correspondeu a 7 de setembro, enquanto o dia 8 caiu na terça-feira.

Para os investigadores, permanecem perguntas fundamentais: o que aconteceu com Allan depois que a carreta parou no antigo Posto do Costinha, quem esteve com ele durante a madrugada, como foram provocados os ferimentos encontrados no corpo e se houve participação de outra pessoa na morte.

Até o momento, essas respostas não foram divulgadas.

O Jornal A Notícia mantém espaço aberto para manifestação da família, da Polícia Civil e de outras pessoas que possam contribuir com informações sobre o caso.

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