Terça-feira, Setembro 8, 2026
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OPERAÇÃO SICÁRIO: SUSPEITO DE MATAR HOMEM POR DÍVIDA DE R$ 20 E ESFAQUEAR OUTRO DURANTE FUGA É PRESO EM MINAS


Uma dívida de apenas R$ 20, segundo a Polícia Civil, teria sido o ponto de partida para uma sequência de violência que terminou com um homem morto, outro gravemente ferido e uma fuga de Angra dos Reis até Juiz de Fora, em Minas Gerais. O suspeito, Bruno Carlos Gama da Silva, de 39 anos, acabou localizado e preso durante uma ação integrada vinculada à Operação SICÁRIO.

O primeiro crime aconteceu no domingo, 6 de setembro, no bairro Areal, em Angra dos Reis. De acordo com as investigações da 166ª Delegacia de Polícia, Bruno é suspeito de matar Leandro de Oliveira da Silva, de 32 anos, após uma desavença que teria começado por uma cobrança de R$ 20 relacionada, segundo a polícia, ao consumo de drogas.

A apuração aponta que Leandro teria sido perseguido em via pública antes de ser alcançado pelo suspeito. A vítima foi atingida por golpes de faca pelas costas e morreu em consequência dos ferimentos.

A forma como o ataque teria acontecido passou a ser um dos pontos centrais da investigação. Para a Polícia Civil, os golpes desferidos pelas costas dificultaram a possibilidade de defesa da vítima.

Bruno apresentou outra versão. Em depoimento, afirmou ter agido em legítima defesa porque Leandro estaria armado e teria mostrado parte de uma arma na cintura.

A alegação, entretanto, não encontrou respaldo nos primeiros levantamentos policiais. Segundo a investigação, nenhuma arma foi encontrada com a vítima ou no local do homicídio. A versão apresentada pelo investigado seguirá sendo confrontada com os demais elementos reunidos no inquérito.

Depois da morte de Leandro, a sequência de violência ainda não havia terminado.

Na madrugada de segunda-feira, 7 de setembro, enquanto tentava fugir das equipes de segurança, Bruno teria se envolvido em um segundo ataque, desta vez no bairro Japuíba.

Segundo a Polícia Civil, um morador de 52 anos foi atingido com golpes de faca na região do pescoço.

A vítima conseguiu sobreviver e recebeu atendimento médico. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal da Japuíba, onde permaneceu internada. As informações iniciais apontavam estado grave.

Para os investigadores, o segundo ataque teria ocorrido durante a tentativa do suspeito de garantir a própria fuga depois do homicídio cometido no dia anterior.

Após ferir o homem de 52 anos, Bruno deixou Angra dos Reis e seguiu para Juiz de Fora, em Minas Gerais.

A movimentação desencadeou uma operação para localizá lo fora do estado.

A prisão aconteceu a partir de uma ação integrada envolvendo investigadores da 166ª DP de Angra dos Reis, setores de inteligência das forças de segurança do Rio de Janeiro e a Polícia Militar de Minas Gerais.

A atuação ocorreu dentro da Operação SICÁRIO, protocolo voltado à resposta e investigação de crimes violentos contra a vida em Angra dos Reis.

O suspeito foi localizado em Juiz de Fora e preso na segunda-feira.

As facas apontadas como utilizadas nos ataques também foram apreendidas e deverão ser submetidas aos procedimentos periciais necessários.

Depois da captura, Bruno foi encaminhado às autoridades e apresentado na 166ª DP de Angra dos Reis.

Ele deverá responder pelas investigações envolvendo homicídio e tentativa de homicídio e permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil ainda deverá reunir depoimentos, laudos, perícias e outros elementos para reconstruir com precisão os dois ataques e esclarecer toda a sequência iniciada no bairro Areal e encerrada com a prisão em Minas Gerais.

O valor apontado como origem da primeira desavença chama atenção pela desproporção em relação ao resultado: R$ 20.

Segundo a investigação, uma discussão envolvendo essa cobrança teria terminado com Leandro morto a facadas e, horas depois, outro homem ferido no pescoço.

Apesar da prisão, o caso ainda está sob investigação e Bruno não foi condenado pelos crimes. Sua responsabilidade criminal será definida pela Justiça após a análise das provas e o andamento do processo.

O Jornal A Notícia mantém espaço aberto para manifestação da defesa de Bruno Carlos Gama da Silva, dos familiares das vítimas e das autoridades envolvidas, além de novas informações que possam complementar ou atualizar o caso.

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