ADEUS, CHICO: UM DIA APÓS SER ATROPELADO NA FAIXA DE PEDESTRES, IDOSO DE 68 ANOS MORRE
O grave atropelamento registrado no Centro de Conceição do Rio Verde, no Sul de Minas, teve um desfecho triste. José Francisco Pacheco, de 68 anos, conhecido carinhosamente como Chico, morreu no início da tarde de sábado, 5 de setembro, um dia depois de ser atingido por um ônibus enquanto atravessava uma faixa de pedestres. Ele havia sido socorrido em estado grave e encaminhado ao Hospital São Francisco de Assis, mas não resistiu aos ferimentos.
O acidente aconteceu por volta das 10h30 de sexta-feira, 4 de setembro, na Rua Monsenhor José Augusto Alckmin, na região central do município. Chico fazia a travessia pela faixa de pedestres quando foi atingido pelo coletivo, que realizava a linha entre Passa Quatro e Belo Horizonte e havia parado na rodoviária de Conceição do Rio Verde pouco antes do atropelamento.
Com o impacto, José Francisco acabou ficando debaixo do ônibus. Quando a Polícia Militar chegou, equipes de emergência já trabalhavam no atendimento. Os socorristas precisaram realizar manobras para conseguir retirar o idoso debaixo do veículo antes de encaminhá lo ao hospital. O quadro era considerado grave.
Chico permaneceu hospitalizado após o acidente, mas morreu no início da tarde do dia seguinte. A confirmação da morte transformou a ocorrência, inicialmente divulgada como um grave atropelamento com uma pessoa socorrida, em uma investigação sobre um acidente que terminou com a morte de um pedestre de 68 anos.
A dinâmica ainda está sendo esclarecida. Segundo o relato apresentado pelo motorista à Polícia Militar, José Francisco teria entrado em uma região de ponto cego do ônibus durante a travessia. Essa informação corresponde à versão do condutor e não representa uma conclusão definitiva sobre como ocorreu o atropelamento ou sobre eventual responsabilidade.
Um ponto importante para a investigação é justamente o fato de Chico estar atravessando pela faixa de pedestres. A Polícia Civil deverá analisar as circunstâncias anteriores ao impacto, a movimentação do ônibus após deixar a rodoviária, a posição do pedestre e outros elementos que possam ajudar a reconstruir os segundos anteriores à colisão.
O motorista do coletivo foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil após a ocorrência para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as causas do atropelamento e apurar eventuais responsabilidades. Até a última atualização, não havia informação pública sobre indiciamento do condutor ou conclusão da investigação.
Também não foram divulgados oficialmente o nome e a idade do motorista, a placa e o prefixo do ônibus ou eventual resultado de teste de alcoolemia. Não encontrei ainda confirmação pública sobre a existência de imagens de câmeras que tenham registrado o momento exato do atropelamento.
A informação de que o coletivo fazia o trajeto entre Passa Quatro e Belo Horizonte está confirmada pelas autoridades, mas, até o momento, não há confirmação segura nas informações divulgadas sobre qual empresa operava especificamente o ônibus envolvido. Por isso, o nome de qualquer companhia deve ser evitado até manifestação oficial.
A despedida de Chico ocorreu no próprio município onde viveu seus últimos momentos. O corpo de José Francisco Pacheco foi velado no Velório Municipal de Conceição do Rio Verde. O sepultamento aconteceu às 7h de domingo, 6 de setembro, no cemitério da cidade.
O caso já havia chamado atenção desde sexta-feira pela cena do acidente. Na ocasião, o Jornal A Notícia noticiou que um idoso havia sido atropelado justamente durante a travessia pela faixa e precisara ser retirado debaixo do ônibus antes de ser levado ao hospital. A vítima, que naquele primeiro momento ainda não havia sido identificada publicamente, agora é conhecida: era José Francisco Pacheco, o Chico, de 68 anos.
Agora, além da dor deixada pela morte de Chico, permanece a investigação para esclarecer exatamente como ocorreu o atropelamento na Rua Monsenhor José Augusto Alckmin e se houve alguma responsabilidade criminal na sequência que terminou com a morte do idoso.


