PEDIU O NÚMERO E DISSE PARA NÃO CONTAR: FUNCIONÁRIO DE INSTITUIÇÃO DE ENSINO É LEVADO À DELEGACIA POR SUSPEITA DE IMPORTUNAÇÃO SEXUAL EM TAUBATÉ
Uma ocorrência envolvendo uma adolescente de 14 anos mobilizou a Polícia Militar na noite de quarta-feira (2), em Taubaté. Segundo informações divulgadas pelo 5º Batalhão de Polícia Militar do Interior, um funcionário de uma instituição de ensino foi conduzido à delegacia depois que a jovem relatou que ele teria pedido seu número de telefone e solicitado que ela não contasse o episódio a ninguém. O caso foi apresentado à Polícia Civil e registrado inicialmente como importunação sexual. Após os procedimentos na unidade policial, todos os envolvidos foram liberados, e a ocorrência seguirá para as providências legais cabíveis.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 18h30 pelo Centro de Operações da Polícia Militar, o Copom, para atender a ocorrência na Avenida Granadeiro Guimarães. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram a adolescente acompanhada de seus responsáveis e passaram a colher as primeiras informações sobre o que teria acontecido.
De acordo com o relato apresentado pela menina aos policiais, um funcionário da instituição de ensino teria se aproximado e solicitado o número de telefone dela. O ponto que chamou atenção dos responsáveis e motivou a intervenção policial foi a afirmação de que o homem também teria pedido para que a adolescente não comentasse o fato com outras pessoas.
Durante a averiguação, os policiais conversaram com o funcionário citado pela jovem. Segundo a nota oficial da Polícia Militar, ele confirmou que havia solicitado o número de telefone da adolescente. O comunicado não informa, entretanto, qual justificativa teria sido apresentada pelo homem para o pedido nem detalha se houve outras mensagens, contatos anteriores ou qualquer tipo de interação adicional entre os dois.
Diante das informações reunidas naquele momento, a Polícia Militar decidiu encaminhar as partes para a Delegacia de Polícia, onde a autoridade policial foi informada sobre o ocorrido. Um boletim de ocorrência foi elaborado com natureza de importunação sexual.
Apesar do registro policial, não houve prisão em flagrante. Após os procedimentos de Polícia Judiciária, tanto o funcionário quanto a adolescente e seus responsáveis foram liberados. A ocorrência deverá seguir para análise e eventual investigação, que poderá esclarecer com maior precisão as circunstâncias do contato e determinar se houve prática de crime.
A identidade da adolescente deve permanecer preservada por se tratar de menor de idade. A Polícia Militar também não divulgou o nome do funcionário nem identificou publicamente a instituição de ensino onde ele trabalha.
Até o momento, também não foram informados idade do funcionário, cargo exercido dentro da instituição, existência de outros relatos envolvendo o mesmo homem ou eventual medida adotada pela escola após a ocorrência. Esses pontos poderão ser esclarecidos caso haja continuidade das apurações.
O registro como importunação sexual representa a classificação inicial atribuída à ocorrência na delegacia e não significa condenação. A definição sobre eventual responsabilidade criminal dependerá da apuração dos fatos, da análise da Polícia Civil e, se houver prosseguimento, das decisões das autoridades competentes.
O caso chama atenção principalmente pela idade da adolescente e pela orientação, segundo o relato dela, para que não contasse a outras pessoas sobre o pedido de contato. A investigação deverá estabelecer o contexto em que essa abordagem aconteceu e se houve outros comportamentos que não aparecem na nota divulgada pela Polícia Militar.

