Segunda-feira, Agosto 31, 2026
Cidades

Cinco gatos mortos: pais descobrem publicações do filho de 15 anos e chamam a polícia


Um caso de maus tratos contra animais envolvendo um adolescente de 15 anos está sendo investigado pela Polícia Civil em Pouso Alegre, no Sul de Minas. O jovem é suspeito de ter matado cinco gatos que pertenciam à própria família e de ter feito publicações relacionadas aos animais nas redes sociais. A situação veio à tona depois que os próprios pais tomaram conhecimento do conteúdo e decidiram procurar as autoridades para denunciar o filho.

A ocorrência foi registrada na quinta feira, 27 de agosto, em um apartamento localizado na Rua Adalberto Ferraz, na região central de Pouso Alegre. Segundo as informações levantadas pelas forças de segurança, os responsáveis pelo adolescente foram alertados por terceiros sobre publicações feitas nas redes sociais e, após verificarem o material, decidiram acionar a Polícia Militar.

Durante o atendimento da ocorrência, o adolescente teria admitido aos policiais envolvimento na morte dos cinco gatos da família. De acordo com os relatos registrados, os episódios teriam ocorrido ao longo dos últimos meses, desde abril de 2026. Questionado sobre uma possível motivação, ele teria afirmado que não havia uma razão específica para os atos. As declarações passam agora a integrar a investigação conduzida pela Polícia Civil.

Quando os policiais estiveram no imóvel, os corpos dos animais não foram encontrados. No entanto, foram registradas marcas que aparentavam ser de sangue em uma parede do apartamento. Outros sinais no imóvel também foram mencionados no boletim de ocorrência e deverão ser analisados no conjunto das provas reunidas.

A investigação ganhou ainda mais importância por causa do conteúdo digital. O telefone celular utilizado pelo adolescente é considerado uma possível fonte de provas, já que o aparelho pode conter registros relacionados às publicações feitas nas redes sociais. A Polícia Civil solicitou formalmente a apreensão do celular para que o material seja submetido à análise.

Segundo as informações registradas até agora, o aparelho estaria no estado de São Paulo. Os responsáveis teriam preservado o conteúdo para que os arquivos pudessem ser entregues às autoridades e avaliados durante o inquérito.

Outro ponto que chama atenção no caso é a postura adotada pelos próprios pais. Após descobrirem as publicações atribuídas ao adolescente, eles procuraram a polícia e também buscaram atendimento especializado para o filho. A família informou ter procurado acompanhamento psicológico na rede de saúde.

O pai também teria buscado atendimento junto ao Centro de Atenção Psicossocial, o CAPS. A orientação recebida foi para que o adolescente permanecesse afastado de outros animais enquanto o caso estivesse sendo apurado pelas autoridades.

O adolescente não foi apreendido naquele momento porque os fatos relatados não estavam ocorrendo em situação de flagrante. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil, que abriu investigação para apurar um ato infracional análogo ao crime de maus tratos contra animais.

Por se tratar de um adolescente de 15 anos, o caso seguirá as regras previstas para menores de idade. A identidade do jovem não é divulgada. A investigação deverá reunir depoimentos, arquivos digitais, informações dos responsáveis e outros elementos que possam ajudar a esclarecer a sequência dos acontecimentos.

A análise do celular será uma das etapas consideradas importantes para a apuração, principalmente para verificar a existência e o conteúdo das publicações atribuídas ao adolescente. Até o momento, não houve divulgação de conclusão do inquérito ou de nova medida judicial relacionada ao caso.

A Polícia Civil deve continuar reunindo provas para esclarecer as circunstâncias e determinar quais medidas serão adotadas a partir do que for confirmado durante a investigação.

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