Segunda-feira, Agosto 24, 2026
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CARRO BRANCO PODE SER PEÇA CHAVE: POLÍCIA INVESTIGA QUARTO VEÍCULO EM ACIDENTE QUE MATOU CAROL NA SP 50


A investigação sobre o grave acidente que matou Ana Carolina Prado, a Carol, de 19 anos, e deixou o motociclista Pedro Henrique Pereira Custodio de Souza gravemente ferido ganhou um novo ponto central: um carro branco que teria participado da sequência de colisões e deixado a Rodovia Monteiro Lobato antes da chegada das equipes de emergência. A Polícia Civil agora tenta identificar esse possível quarto veículo e reconstruir, com perícia, depoimentos e eventuais imagens, os segundos que antecederam a tragédia registrada na tarde de sábado, 22 de agosto, no km 112,5 da SP 50, na região da Vila Paiva, em São José dos Campos.

O boletim de ocorrência apresenta uma dinâmica ainda preliminar. Segundo os elementos reunidos no local, Pedro Henrique conduzia uma Honda CG 160 e levava Carol na garupa quando teria iniciado uma ultrapassagem em um trecho sinalizado com faixa dupla contínua. Nesse momento, a motocicleta teria tentado passar por um automóvel branco ainda não identificado. A investigação trabalha com a possibilidade de que tenha ocorrido um contato durante essa manobra e, na sequência, a moto também tenha resvalado em uma Kia K2700 que trafegava pela rodovia. Depois disso, motocicleta e ocupantes caíram na pista, dando início à parte mais grave da ocorrência. A sequência exata, porém, ainda depende da análise dos laudos e não permite apontar definitivamente a responsabilidade de qualquer um dos envolvidos.

O acidente aconteceu por volta das 14h. Ana Carolina não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Pedro Henrique ficou gravemente ferido e precisou ser socorrido pelo helicóptero Águia da Polícia Militar, que foi mobilizado para agilizar o atendimento. O caso provocou grande comoção entre familiares, amigos e pessoas que conheciam Carol, enquanto a Polícia Civil iniciou a apuração para esclarecer como uma ultrapassagem, os contatos entre os veículos e a presença do caminhão terminaram em uma sequência fatal.

Um dos principais relatos incorporados ao boletim foi dado pelo motorista da Kia K2700. Ele afirmou que seguia normalmente pela SP 50 quando percebeu a motocicleta com duas pessoas tentando ultrapassar um carro branco na região onde havia sinalização de faixa contínua. Segundo sua versão, teria ocorrido um primeiro contato durante a ultrapassagem e, depois, a motocicleta resvalou em sua caminhonete. Em seguida, a moto e os ocupantes caíram sobre a pista. O motorista disse ainda que não conseguiu identificar o automóvel branco envolvido na situação.

A sequência também foi relatada pelo condutor de um Ford Cargo que trafegava pelo trecho no sentido São José dos Campos. Em depoimento, ele afirmou que dirigia a aproximadamente 40 km/h quando viu o que inicialmente descreveu como três objetos deslizando pela pista. Segundo sua versão, um desses objetos passou por baixo do caminhão e somente depois foi identificado como a motocicleta. O motorista declarou que, após parar, percebeu que havia também duas pessoas envolvidas no acidente. Esse depoimento deverá ser confrontado com a perícia para esclarecer de que maneira cada veículo participou da dinâmica.

Foi somente depois da chegada das equipes que surgiu uma informação capaz de ampliar o número de veículos investigados. Inicialmente, a ocorrência envolvia formalmente a motocicleta, a Kia K2700 e o Ford Cargo. Entretanto, populares informaram aos policiais sobre um automóvel branco que teria deixado o local antes da chegada do socorro e das forças de segurança. Até a elaboração do boletim de ocorrência, esse carro ainda não havia sido identificado.

A existência desse possível quarto veículo passou a ser um dos principais pontos da investigação. Saber quem dirigia o automóvel, confirmar se ele realmente teve contato com a motocicleta e determinar de que maneira participou da sequência pode ser fundamental para explicar os instantes anteriores à queda. A Polícia Civil deverá tentar localizar novas testemunhas e buscar imagens de câmeras instaladas em imóveis, estabelecimentos ou pontos próximos da rodovia que possam ter registrado o carro branco antes ou depois do acidente.

O Instituto de Criminalística realizou perícia no local e produziu registros fotográficos que foram anexados ao procedimento. Os vestígios deixados na pista, a posição dos veículos, possíveis marcas de contato e os danos encontrados na motocicleta, na caminhonete e no caminhão poderão contribuir para reconstruir a trajetória de cada um. A identificação de eventual dano compatível com contato com um quarto veículo também poderá ganhar importância caso o automóvel branco seja localizado.

A Polícia Civil requisitou ainda exame de corpo de delito relacionado ao motociclista e exame necroscópico da vítima fatal, além dos procedimentos de identificação necessários. Esses laudos farão parte do conjunto de provas analisado no inquérito.

A apuração também deverá verificar a informação registrada inicialmente sobre a tentativa de ultrapassagem em trecho com faixa dupla contínua. Embora esse dado esteja no boletim, ele representa uma reconstrução preliminar baseada nos elementos existentes até aquele momento. Somente a conclusão da investigação poderá definir se essa foi efetivamente a dinâmica, se houve contato entre a motocicleta e o automóvel branco e qual foi a contribuição de cada veículo para o resultado.

O caso foi registrado inicialmente como homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. A própria Polícia Civil ressalta que essa classificação é provisória e pode ser modificada conforme novos elementos sejam encontrados e os laudos periciais sejam concluídos.

Enquanto a investigação avança, uma das maiores perguntas permanece ligada justamente ao veículo que não estava mais no local quando as equipes chegaram. Quem dirigia o carro branco, se houve contato com a motocicleta e por que ele deixou a região são questões que a Polícia Civil agora tenta esclarecer. Até a atualização mais recente, não havia informação de que o automóvel ou seu condutor tivessem sido identificados.

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